Cobertura e regeneração vegetal como preditores do processo de desertificação na caatinga

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Souza, Stefanny Martins de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa - PRPGP
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação - PPGEC
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4112
Resumo: A Caatinga é uma das mais diversas florestas secas do planeta. Metade de sua cobertura original está degradada e atualmente é identificada como uma das principais áreas do processo de desertificação. O processo de regeneração natural depende das condições climáticas, edáficas e dos estratos adultos presentes em uma área. Apesar de importante, esse processo é pouco conhecido na Caatinga. Nosso objetivo é analisar os estratos de regeneração e os indicadores de desertificação sob diferentes níveis de cobertura vegetal na região semiárida brasileira. Nosso estudo foi realizado na região mais seca do Brasil. Classificamos nossas áreas estudadas em Área I (menos cobertura vegetal) e Área II (maior cobertura). Seis parcelas de 50 x 20 m foram delimitadas para amostragem dos estratos adultos, regenerativos e do solo em cada área. Nossos resultados mostram interações entre características do solo e estratos adulto e regenerativo. A Área II apresentou maior diversidade e maior número de espécies exclusivas; em contraste, na Área I, observou-se a dominância de espécies mais resistentes a condições limitantes, como Aspidosperma pyrifolium Mart. & Zucc. O conteúdo de C e N no solo indicou correlação positiva e significativa com a diversidade dos estratos regenerativos. Os dados revelaram que a área com menor cobertura vegetal, riqueza e diversidade apresentava indícios do processo de desertificação.