A confissão da leoa, de Mia Couto: relações de poder, territorialização e devir-mulher-leoa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Cunha, Deise Luci Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Educação - CEDUC
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade - PPGLI
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/3688
Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar na obra A confissão da leoa (2012), de Mia Couto, as maneiras pelas quais as relações de poder, o devir-mulher-leoa e a resistência feminina são construídos na narrativa. Para tanto, será realizado um percurso que evidencie a opressão oriunda dos homens nativos e os quadros de violência psicológica, física e sexual contra as personagens femininas, em especial, à invasão de seu corpo enquanto metáfora do território invadido. A partir dessa análise, é possível justificarmos que o devir-mulher-leoa é uma das formas que as personagens da obra encontram para minar a opressão masculina. Para esse fim, Mariamar, Hanifa Assulua e Naftalinda criam alianças, desterritorializam-se e se dizem as leoas por capturarem os mecanismos de defesa dos felinos. Tomam-se como fundamentação teórica a este estudo os pressupostos de Hall (2013), Appiah (1997), Mata (2007), Foucault (1979), Maciel (2016), Deleuze e Guattarri (2011).