Gênero, Subalternidade e Resistência em A Confissão da Leoa, de Mia Couto

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Silva, Maria Aniele Da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=100526
Resumo: A literatura é entendida como um dos principais instrumentos de expressão do ser humano. Pautando-se na representação das construções histórico-sociais e culturais de determinado povo e sua época, apresenta como função social, dentre outros aspectos, promover a humanização, a formação crítica, o questionamento das problemáticas presentes na sociedade. Nesse sentido, proporcionar ao leitor o acesso às obras literárias que possibilitem desenvolver tais aspectos é de suma importância. Diante desses elementos em tela, a presente pesquisa traz como objeto a literatura moçambicana e como recorte desta, a obra literária A Confissão da Leoa do escritor Mia Couto. Buscou-se a partir dessa obra apresentar o retrato da condição social e histórica das mulheres A literatura é entendida como um dos principais instrumentos de expressão do ser humano. Pautando-se na representação das construções histórico-sociais e culturais de determinado povo e sua época, apresenta como função social, dentre outros aspectos, promover a humanização, a formação crítica, o questionamento das problemáticas presentes na sociedade. Nesse sentido, proporcionar ao leitor o acesso às obras literárias que possibilitem desenvolver tais aspectos é de suma importância. Diante desses elementos em tela, a presente pesquisa traz como objeto a literatura moçambicana e como recorte desta, a obra literária A Confissão da Leoa do escritor Mia Couto. Buscou-se a partir dessa obra apresentar o retrato da condição social e histórica das mulheres rurais de Moçambique, que se encontravam inseridas em um contexto de subalternidade, silenciadas e violentadas por uma sociedade machista, ao mesmo tempo em que também vão se afirmando, com atos de resistência e subversão. Partindo disso, a presente pesquisa tem como objetivo analisar as relações de gênero, subalternidade e resistência na representação das personagens femininas no romance A Confissão da Leoa, de Mia Couto. Para o desenvolvimento desse trabalho utilizamos a abordagem qualitativa, e como procedimento técnico a pesquisa bibliográfica. Sendo assim, utilizamos como aporte teórico, Cabaço (2007), Mokhtar (2010), Hall (2002) e Paiani (2013) para compreender o contexto histórico e social de Moçambique; Bourdieu (2017) e Butler (2018) para aprofundar as construções sociais de gênero; para discutir as questões de gênero a partir de uma perspectiva interseccional, utilizaremos as discussões de Davis (2016), Chiziane (2013) e Kenner (2012), bem como a teoria do subalterno de Spivak (2010). Para a construção da análise literária, no intuito de entender o processo de produção e contexto da literatura pós-colonialista, possibilitando ainda recursos para a análise das personagens femininas, utilizamos como suporte teórico as obras de Bhabha (2010), Bonnice (2000), Ferreira (1977), Mata (2014). Antunes (2009), Correia (2010) e Cândido (2004). À luz do referencial teórico e da análise da obra A Confissão da Leoa, deslindamos o papel da literatura, de modo particular a literatura pós-colonial, como uma importante ferramenta no processo de problematização das desigualdades de gênero, raça e classe, trazendo à tona a discussão de temas pouco retratados em obras literárias, como as narrativas em torno das minorias sociais, a exemplo das mulheres, e na obra analisada as mulheres moçambicanas, o que possibilita criar condições para o rompimento desse silenciamento.