Autoridade profética e autoimagem em Hildegard Von Bingen
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Educação - CEDUC Brasil UEPB Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade - PPGLI |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/4381 |
Resumo: | A presente dissertação tem por objeto de estudo a mística e profetisa Hildegard von Bingen (1098-1179), mais especificamente sua autoridade profética e autoimagem. A partir de suas Cartas - gênero textual considerado autobiográfico por si só - e os prólogos de seus livros visionários, procura-se entender, por suas próprias palavras, como se deu a sua atuação pública; o que permitiu que alcançasse tamanha importância e influência, sendo mulher; e como ela via a si própria e ao seu ministério. Para tanto, inicia-se explicando os aspectos teórico-metodológicos da pesquisa, a escolha das Cartas como principal fonte e a plausibilidade de se falar em conceitos como “subjetividade” e “textos autobiográficos” em se tratando de uma autora medieval. Em seguida, o foco está na sua atuação pública, na sua fama de profetisa, nas “viagens apostólicas” conhecidas por suas Cartas e nas próprias Cartas trocadas com autoridades eclesiásticas e seculares, a quem muito influenciou. Destacar-se-ão que imagem a profetisa procurou passar e algumas das estratégias utilizadas para a legitimação de seu discurso e consequente aprovação das autoridades estabelecidas, como a ênfase em sua ignorância e pequenez, a obediência à ordem divina e a ênfase nas doenças e no sofrimento. Por último, se dirá como ela via a si própria e ao seu ministério. |