Literatura Indígena em sala de aula sob uma perspectiva decolonial: da invisibilidade à resistência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pereira, José
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual da Paraíba
Centro de Humanidades - CH
Brasil
UEPB
Programa de Pós-Graduação Profissional em Letras - PROFLETRAS
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/handle/tede/5150
Resumo: Este trabalho tem por objetivo contribuir para a formação do leitor da literatura de autoria indígena, a fim de garantir o reconhecimento da escrita dos povos originários como um meio de existência e resistência ao longo do tempo. Buscou-se, assim, destacar a importância dessa literatura para a descolonização do conhecimento e para a valorização das culturas indígenas brasileiras. O estudo se concentra na aplicação da Lei nº 11.645/2008, que torna obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena nas escolas. A metodologia envolve a análise qualitativa da obra literária Crônicas Indígenas para rir e refletir na escola (2020), do escritor Daniel Munduruku, e a aplicação de uma sequência básica, conforme modelo proposto por Cosson (2021), direcionada a uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, no município de Esperança/PB. Como aporte teórico, demos ênfase a pesquisadores indígenas, como Graúna (2013), que apresenta o conceito de Literatura Indígena Contemporânea, a sua forma e conteúdo; Munduruku (2012, 2018, 2019, 2020), a partir de problematizações sobre o ensino das narrativas indígenas; Kambeba (2020), que apresenta as maneiras de como os povos da floresta reúnem e reverberam ensinamentos; Potiguara (2019), ao retratar as lutas indígenas ao longo do tempo, inclusive na ocupação do território simbólico da palavra como ato de resistência; Smith (2018), pesquisadora que revela a importância de se descolonizar as metodologias aplicadas a pesquisas acerca dos povos indígenas; além de Kilomba (2019), autora que critica a hegemonia do conhecimento eurocêntrico e defende a necessidade de descolonizar o saber; dentre outros. Já para a compreensão do letramento literário e das estratégias de formação do leitor, contamos com as contribuições de Rildo Cosson (2021, 2022). Os resultados deste trabalho indicam que a inclusão da literatura indígena em sala de aula contribui para a desconstrução de discursos estereotipados e promove uma maior compreensão e respeito pelas culturas, histórias e cosmovisões indígenas, além de apontar para o potencial do texto literário indígena no processo de formação do leitor literário crítico.