Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Rosa, Pedro Henrique Cremonez |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18142
|
Resumo: |
O objetivo desta tese é analisar a participação e a relevância do fator esquecimento nos processos de organização e de representação do conhecimento, como forma de delinear futuros métodos, voltados a contribuir para o resgate de conhecimentos como forma de contraste à presença desse componente. A pesquisa é de tipo hipotético-dedutivo, qualitativa quanto à abordagem, descritiva e explicativa quanto aos objetivos, e bibliográfica quanto aos procedimentos técnicos. O emprego da expressão esquecimento é associado a uma multiplicidade de acepções, explicitadas ao longo da fundamentação teórica e da descrição dos procedimentos metodológicos. A tese defendida é de que, nos processos de organização e de representação do conhecimento, é indispensável uma permanente atitude de contrastar as condições de excludência e de esvaziamento, de descaracterização e de desconsideração dos múltiplos saberes; a aplicação de princípios da tradução intercultural, associada ao conceito semiótico de experiência colateral contém o potencial reversivo de inclusão e resgate. Todo conhecimento é construído, aprimorado e se torna apto a ser disseminado; pode, no entanto, vir a ser perdido devido a superações, desuso, negação, destruição, dificuldade de acesso. Aquisição e perda são dois movimentos que, embora opostos e antagônicos, necessitam ser também entendidos como complementares; aqui se incorpora o esquecimento como um fator a ser levado em conta. Diante de critérios que buscam padronizar e legitimar as construções do conhecimento, o que ainda não se enquadra tende a ser “esquecido”; a recuperação requer processos de tradução de conceitos na indexação, e neutralização das monoculturas do saber. A visão triádica da semiótica de C. S. Peirce é adotada, com destaque para a mediação encontrada nas representações visuais, sonoras e verbais, como integrantes da lógica da conduta. O conceito de autocontrole é valorado na produção dos sentidos que se projetam nas dimensões designadas esquecimento perceptivo, esquecimento interpretativo, esquecimento consensual. O resultado permite afirmar que analisar a relevância do esquecimento nesses processos, instrumentaliza uma permanente mediação para assegurar o tratamento inclusivo na Organização e na Representação do Conhecimento. |