Associações entre atividade física na vida diária, aptidão física e funcional, e risco de mortalidade em idosos fisicamente independentes.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Santana, Natali Maciel Folster de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.uel.br/handle/123456789/18623
Resumo: Durante o envelhecimento ocorrem alterações corporais, condicionadas à fatores intrínsecos e extrínsecos, que podem aumentar à vulnerabilidade do idoso à comorbidades, a reduzir a sua aptidão física e funcional e a aumentar o risco de mortalidade. A produção de conhecimento sobre fatores intervenientes que interferem nas condições de saúde do idoso deve ser estimulada para que intervenções mais eficazes sejam oferecidas à essa população. Sendo assim, essa dissertação teve como analisar as possíveis relações entre o nível de atividade física na vida diária (AFVD) com a aptidão física e funcional e a predição de mortalidade precoce em idosos fisicamente independentes. A dissertação foi composta por dois estudos realizados: o primeiro, com delineamento transversal que analisou as diferenças na aptidão física e funcional de homens e mulheres idosos que atingem ou não 5000 passos diários e o segundo, um estudo de coorte com base populacional que investigou a associação de diferentes pontos de corte de passos/dia para a AFVD com a mortalidade por todas as causas. Participaram dos estudos 396 idosos, homens e mulheres, fisicamente independentes, que tiveram os seus dados de base coletados entre 2009 e 2010, mediante entrevista estruturada com informações sociodemográficas e estado de saúde, medidas antropométricas para cálculo do IMC, testes de aptidão física e funcional mediante seis testes funcionais, nível de AFVD avaliado pelo pedômetro e taxas de mortalidade dos participantes em 10 anos de seguimento. Os dados foram analisados mediante o Test t Student, coeficiente de correlação de Spearman, Curva Roc, Qui-quadrado e Regressão de Cox. Os resultados referentes às comparações demonstraram os homens e mulheres idosos que realizavam em média =5000 passos/dia tiveram melhor desempenho nos testes de agilidade e equilíbrio dinâmico (AGI), no equilíbrio estático (EQUI) e no teste de sentar e levantar da cadeira (SLEV) do que os seus pares que atingiram =5000 passos/dia (p<0,05 para todos). Foram observadas correlações moderadas e negativas entre a AFVD e a AGI para os homens e mulheres (p<0,001 para todos) e o único teste com acurácia diagnóstica aceitável para discriminar baixos níveis de AFVD (<5000 passos/dia), foi o teste de AGI (AUC= 0,76 e 0,72 para homens e mulheres respectivamente). A regressão de Cox considerando os diferentes pontos de corte para a AFVD no modelo ajustado por covariáveis, identificou que quanto menor o nível de AFVD mais riscos os idosos apresentam para a mortalidade, ou seja, os idosos que realizam <2500, entre 2500 a 4999 e entre 5000 a 7999 passos/dia, possuem respectivamente 5,2, 2,6 e 3,2 vezes mais chances de irem a óbito em 10 anos do que os idosos que realizam =8000 passos/dia (p<0,05 para todos). Concluímos que os idosos, homens e mulheres mais ativos (=5000 passos/dia) possuem melhor aptidão física e funcional do que os menos ativos (<5000 passos/dia) e que o risco de mortalidade em 10 anos é maior nos idosos com menores níveis de AFVD.