Interculturalidade crítica : uma análise do livro didático novas palavras de língua portuguesa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Mesquita, Sandra de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias
Brasil
UEG
Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1124
Resumo: Este trabalho é resultado da pesquisa desenvolvida junto ao Programa de P s-Graduaç o em Educaç o, Linguagem e Tecnologias, da Universidade Estadual de Goi s PPG-IELT). Primeiramente, partimos das teorias acerca dos estudos culturais e, sobretudo, à construção das identidades como cruciais para entender o papel do livro didático de Português nas escolas brasileiras. Emergindo, dessa maneira, a seguinte interrogativa: qual foi a perspectiva de construção identitária de sujeito abordada pelos autores Emília Amaral, Mauro Ferreira, Ricardo Leite e Severino Antônio ao estruturar a coleção Novas Palavras? Objetivamos, de modo geral, compreender como o compêndio, destinado à última etapa da Educação Básica, publicado em 2016, foi organizado tanto no que tange à questão da identidade cultural quanto ao movimento de discussão acerca da interculturalidade crítica. Para tanto, os objetivos específicos dessa pesquisa foram apontar o livro didático enquanto objeto exclusivo da cultura escolar, analisar como os autores da coleção veem o sujeito- receptor da referida obra didática, além de ampliar a discussão sobre cultura, cultura escolar e cultura de escola e como essa última aliada à interculturalidade crítica podem fomentar sujeitos socialmente emancipados e preparados para o exercício da cidadania. Como percurso metodológico a perspectiva se aproximou do método fenomenológico, com uma pesquisa de caráter exploratório, com procedimentos de revisão bibliográfica e análise qualitativa-interpretativa, evidenciando as unidades de sentido cultura, cultura escolar e cultura de escola partindo das reflexões de João Barroso (2012); análise do sujeito na pós-modernidade, em conformidade com as reflexões de Stuart Hall (2011) e Homi Bhabha (2019) aliada à interculturalidade crítica na perspectiva de Vera Candau (2012a). Enquanto os primeiros, de uma forma geral, têm como foco a crise das identidades culturais ocorridas, sobretudo, no último quartel do século XX, a última aborda a interculturalidade crítica como o caminho para promover, efetivamente, o exercício pleno da cidadania dentro do espaço escolar. Nesse sentido, pode-se concatenar uma certa consonância entre as ideias dos pesquisadores: a fragmentação das identidades e os entre-lugares das culturas deveriam ser considerados como premissas para as relações sociais, com destaque para as educacionais. Observa-se que, apesar de proporem um livro didático que prime pela valorização das identidades culturais, em Novas Palavras há elementos que demonstram uma perspectiva pouco favorável a essa pluralidade, defendendo, mesmo que tacitamente, uma homogeneização. A simplificação dos estudos acerca da(s) identidade(s) cultural(is), que se consolidam nos mais diversos espaços sociais, e dentre eles, na escola, acabam por limitar discussões tanto no que se refere à reflexão da língua materna quanto às diversidades culturais, ao multiculturalismo e à interculturalidade crítica.