No batuque dos tambores : representações culturais em vivências do Jongo no estado de Goiás (1990-2024
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado Territórios Expressões Culturais do Cerrado Brasil UEG Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (PPG-TECCER) |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/1671 |
Resumo: | O Jongo, tratar-se da dança de umbigada originária dos povos escravizados no Brasil de origem banto, paulatinamente, se adapta e se reconfigura em diferentes contextos. No sudeste do Brasil, especialmente no Vale do Paraíba, foi praticado dentro de diversos quilombos ou comunidades negras. Atualmente, sua memória é perpetuada por grupos que têm papel ativo nessas expressões culturais, sendo grupos de tradição ou de estudo das reminiscências ancestrais negros/as. Em Goiás, o Jongo se difundiu por meio de processos de encontros culturais, com destaque para grupos como Jongo Iracema (Anápolis), Malungos de Angola (Cidade de Goiás), e N’goma (Catalão), além do Coletivo 22 (Goiânia). Esses grupos reinterpretam o Jongo em novos contextos, contribuindo para a diversidade cultural do estado. A presente dissertação objetiva analisar as vivências e formas de categorização das representações identitárias dos grupos de Jongo em Goiás. A metodologia inclui coleta de dados, entrevistas e observações dos grupos de Jongo em Goiás, estruturada em três capítulos que abordam contextualização, trajetória do Jongo e de seus praticantes, e concepções de representação e identidade. A investigação centra-se na reconfiguração das territorialidades de grupos não tradicionais, influenciada pelos processos diaspóricos e pela hibridização de culturas ao longo dos anos. Ainda, aponta-se que o Jongo em Goiás é um exemplo de resistência cultural, já que os grupos estudados demostram, além de ser uma prática cultural significativa, é um meio de fortalecimento de redes de solidariedade e de identidades afro-brasileiras. A análise dessas vivências contribuirá nos desvelamentos de culturas negras em Goiás e no Brasil, preenchendo lacunas na pesquisa sobre essa manifestação cultural |