Letramento digital crítico no ensino fundamental - anos iniciais: realidade e desafios
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Goiás
UEG ::Coordenação de Mestrado Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias Brasil UEG Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Educação, Linguagem e Tecnologias (PPG-IELT) |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.ueg.br/handle/tede/408 |
Resumo: | Este trabalho consiste em relato de pesquisa qualitativa de abordagem descritivo-interpretativista que investigou a inserção do letramento digital em contextos das práticas de linguagens em uma escola da rede pública municipal de ensino localizada na cidade de Anápolis, estado de Goiás, Brasil. A pesquisa aqui referida buscou identificar a realidade e os desafios apresentados pelo letramento digital numa perspectiva crítica. A utilização em ascensão das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs) tem provocado profundas mudanças nas relações sociais, as quais se refletem nos modelos de educação vigentes, por meio de uma avalanche de informações e conhecimentos que provocam e ao mesmo tempo são resultados de diferentes formas de ensinar e aprender. Nesse sentido, o desafio da escola é enorme, uma vez que esta instituição social lida diretamente com saberes diversos intermediados por profissionais e aprendizes em constante interação com as tecnologias digitais que surgem com a internet. A investigação aqui relatada envolveu 33 alunos de uma turma de 5º ano Ensino Fundamental – Anos Iniciais, no turno vespertino e seguiu o paradigma qualitativo de pesquisa (LUDKE; ANDRÉ, 1986). São utilizados os conceitos de letramentos (STREET, 1980; SOARES, 2002), Multiletramentos (ROJO, 2012; COPE; KALANTZIS, 2000), letramentos críticos (CASSANY; CASTELLA, 2010; PENNYCOOK, 2001; DUBOC, 2017; JORDÃO, 2013), letramento digital (XAVIER, 2006; FREITAS, 2010), entre outros. Os dados foram coletados no período de fevereiro a abril de 2019, em sala de aula e no laboratório de informática da escola, por meio de observações, notas de campo, questionários semiestruturados aos alunos e à professora, gravações de áudio e uma sequência de atividades didático-pedagógicas. Os resultados apontam (1) a necessidade de reforçar, junto aos envolvidos diretamente no contexto educacional, o potencial das ferramentas digitais como instrumento de formação de sujeitos críticos e conscientes de seu papel social e político na sociedade, princípio fundamental do letramento digital crítico; (2) práticas letradas digitais ainda iniciantes e pontuais, não atingindo um funcionamento pleno e articulado com a formação dos estudantes; (3) pouca abertura para práticas sociodiscursivas; (4) além de pouco estímulo e incentivo para o trabalho colaborativo utilizando das tecnologias digitais. |