Perfil clínico-epidemiológico dos pacientes com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade/impulsividade (TDAH/I) atendidos em um centro de referência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Alencar, Savio Caldas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=87756
Resumo: O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade/Impulsividade (TDAH/I) é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade, os quais se iniciam na infância e podem persistir até a idade adulta. Apesar de haver um grande número de estudos no Brasil e no mundo que investigou a prevalência do TDAH/I em crianças e adolescentes, os resultados são por vezes conflitantes, sugerindo um grande papel demográficas e da metodologia sobre a variabilidade das estimativas. Neste contexto, o presente trabalho buscou traçar o perfil clínicoepidemiológico de crianças atendidas no Ambulatório de Neurologia Infantil com diagnóstico de TDAH/I em um centro de ensino universitário localizado em Fortaleza. Assim, este trabalho relata um estudo de corte transversal com utilização de amostragem por critério de conveniência, de abordagem quantitativa com os pais de crianças e adolescentes que apresentam diagnóstico clínico de TDAH/I, acompanhados no serviço de neurologia de um centro de referência. Foi aplicado um questionário estruturado, contendo indicadores relacionados ao perfil sociodemográfico da família e pacientes e indicadores clínico-epidemiológicos referentes ao diagnóstico e sua apresentação presentes no questionário SwansonNolan-and Pelham-IV (SNAP –IV). As crianças atendidas no Ambulatório de Neurologia Infantil com diagnóstico de TDAH/I em um centro de ensino universitário localizado em Fortaleza são, em sua maioria, provenientes da capital ou região metropolitana, com grande índice de comparecimento à escola. A maioria das mães de crianças com TDAH/I não tiveram complicações durante a gravidez, realizaram corretamente o pré-natal e não usaram drogas ilícitas. A maior parte das crianças com TDAH/I não apresentou comorbidades, apesar de haver um grande número que relatou ter alergias diversas; 57,1% apresentaram desenvolvimento neurológico inadequado, ao passo que 60% têm sono tranquilo. Uma grande parcela (44%) das crianças com TDAH/I não apresentam problemas de relacionamento; entre as que possuem, em sua maioria estão relacionados ao convívio com professores e/ou colegas. A população em estudo apresentou diferenças de comportamento e escores no SNAP-IV quando separada por gênero: os meninos apresentaram um quadro hiperativo ou impulsivo estatisticamente superior às meninas. As diferenças de gênero entre os sintomas foram um achado importante, que pode vir a ajudar médicos na avaliação dos sintomas de maneira diferentes entre os gêneros, além de poder fornecer informações importantes para o manejo da criança. Palavras-chave: Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. Epidemiologia. Saúde da criança.