Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Santos, Lailton De Souza |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=96159
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Resumo: |
A presente pesquisa consiste em analisar em que medida a possibilidade de uma educação omnilateral é viável na sociedade capitalista, em especial no contexto de crise estrutural do capital. Para isso, metodologicamente, nos guiamos pelo materialismo histórico-dialético, entendendo as categorias como determinações da existência, caracterizando-se como um estudo teórico-bibliográfico. É inegável a existência de uma crise de proporções nunca antes vista na história recente do capital e, é claro, que a educação não escaparia de suas consequências. Essa crise se configura diferentemente de todas as outras, das cíclicas/periódicas, pois possui um caráter estrutural, crônico e sistêmico, próprio do modo de desenvolvimento do capitalismo. Como manifestação dessa crise sobre a educação, destacamos o interesse do Banco Mundial em ditar as regras da educação para os países periféricos, que surge para amenizar os problemas da crise e os efeitos causados pela queda da taxa de lucro enfrentados pelo capitalismo, ou seja, a educação é vista como uma mercadoria. A partir de um estudo onto-histórico, apresentamos a função da educação, que é influenciar as decisões dos indivíduos, com base na transmissão dos conhecimentos materiais e culturais acumulados ao longo do desenvolvimento da humanidade, para, assim, elevar o ser social ao pertencimento do gênero humano. A omnilateralidade é a chegada histórica do homem a uma totalidade de capacidades produtivas, de consumo e prazeres, uma educação que possibilita o ser humano viver sua plenitude nos mais diversos aspectos: artísticos, afetivos, éticos, práticos, intelectuais etc., isto é, uma ruptura radical com o modelo de educação proposta pelo capitalismo. Destarte, apenas a superação da sociabilidade do capital permitirá um novo patamar nas relações sociais, bem como entre homem e natureza, que não seja pautado na destrutiva lógica da mera obtenção do lucro e da exploração do homem pelo homem. |