ASPECTOS HEMATOLÓGICOS, CITOLÓGICOS E HISTOLÓGICOS DA MUCOSA INTESTINAL DE CÃES SOROPOSITIVOS PARA Leishmania infantum COINFECTADOS COM HELMINTOS INTESTINAIS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Castro, Christiane Gadelha de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=97587
Resumo: <div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">A Leishmaniose Canina (LCan) é uma zoonose com ampla distribuição no Brasil e&nbsp;</span></font><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">patogênese complexa, causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida pelo&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">flebotomíneo fêmea Lutzomya longipapis. A resposta imune protetora contra L. infantum está&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">relacionada à ativação de células T CD4+ do tipo Th1. Tem sido relatado que as helmintoses&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">afetam o tempo de cura clínica e a frequência das lesões na leishmaniose tegumentar humana.&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">Os helmintos induzem a resposta imune do tipo Th2. Neste contexto, objetivou-se avaliar a&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">manifestação clínica da leishmaniose canina (LCan) em animais coinfectados por helmintos&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">intestinais. Para tanto, foram utilizados 60 cães, sendo 46 com sorologia positiva para LCan e&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">14 com sorologia negativa para LCan. Os animais foram submetidos a exames clínicos,&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">hematológicos, coproparasitológicos, citológicos e histológicos. Os resultados dos exames&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">foram expressos em porcentagem ou em média e desvio padrão. Teste de Kruskal Wallis foi</span></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">utilizado para comparação entre grupos quanto à hematologia e sintomatologia. A correlação&nbsp;</span></font><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">de Spearman foi utilizada para avaliar as alterações microscópicas da mucosa intestinal e os&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">sinais clínicos dos cães com sorologia positiva para LCan. O protocolo experimental foi&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">aprovado pelo CEUA-UECE sob o registro 9057138/2017. Dos 60 cães, 46 eram&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">soropositivos para LCan sendo que 30 deles apresentaram helmintos (grupo LCan-HELM)&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">nos exames coproparasitológicos. Dos animais soronegativos para LCan (n=14), sete&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">apresentaram helmintos (grupo HELM). O Ancylostoma caninum foi o mais frequente dos&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">helmintos encontrados representando 73,3% (n=22) dos animais LCan e 57,1% (n=4) dos</span></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">animais soronegativos, além de participar das infecções mistas por helmintos (13,3%; n= 4).&nbsp;</span></font><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">Os exames clínicos revelaram que 83% (n=25) dos animais do grupo LCan-HELM eram&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">sintomáticos, enquanto 38% (n=6) eram assintomáticos. A coinfecção por helmintos agrava&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">os sinais clínicos da LCan (P&lt;0.05), sendo que 82% (n=18) dos animais monoinfectados por&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">A. caninum revelaram-se sintomáticos para LCan. Os leucócitos totais mantiveram-se dentro&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">do intervalo de referência entre os grupos, contudo os animais soropositivos para LCan&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">apresentaram contagem elevada dos leucócitos totais quando comparada aos animais&nbsp;</span><span style="font-size: 13.3333px; font-family: Arial, Verdana;">soronegativos para LCan e com ausência de helmintos (grupo controle negativo). O grupo</span></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">LCan-HELM apresentou teores de hemoglobina abaixo dos valores de referência para a&nbsp;</span></font><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">espécie e diferiu significativamente do grupo HELM. Nos exames citológicos da mucosa retal&nbsp;</span></font>verificaram-se a presença de bacilos e cocos, variando de intensidade entre os grupos. Em relação à celularidade, os macrófagos foram as células mais predominantes sendo que o grupo LCan-HELM foi o que mais apresentou macrófagos nas amostras analisadas (50%; n = 15). 86% dos animais soronegativos para LCan não foram visualizados macrófagos. As análises histológicas de secções intestinais revelaram edema, congestão, infiltrado inflamatório, áreas de necrose, hiperplasia das células caliciformes e expansão das placas de Peyer nos grupos LCan e LCan-HELM. Não houve correlação entre as alterações histológicas das regiões jejuno e íleo da mucosa intestinal e os sinais clínicos da leishmaniose canina. Concluiu-se que a coinfecção com helmintos intestinais agravou a manifestação clínica da LCan.&nbsp;</div><div style="">Palavras-chave: Leishmania infantum. Leishmaniose canina. Helmintos intestinais. Sistema imune mucoso.</div>