Efeito cicatrizante e antibacteriano da pomada à base dos polissacarídeos das cascas de caesalpinia ferrea (jucá) em feridas cutâneas excisionais de ratos hiperglicêmicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lopes, Mariana Rodrigues De
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=118473
Resumo: A cicatrização de feridas visa restauração tecidual, porém a ocorrência de falhas ao longo do processo, como no diabetes mellitus (DM), leva a deficiências no reparo com evolução para quadros graves. A terapêutica cicatrizante atual possui limitações, sendo algumas vezes inespecíficas, empíricas e de alto custo. Os polissacarídeos de plantas surgem como alternativas terapêuticas, pela elevada biodisponibilidade, baixa ou nenhuma toxicidade e papel imunomodulador. Em particular, a Caesalpinia ferrea, planta nativa e distribuída na região Nordeste do Brasil, é usada popularmente para tratar condições inflamatórias. Suas cascas contêm polissacarídeos com eficácia anticoagulante, antitrombótica, antiinflamatória, antioxidante e cicatrizante em modelo de feridas cutâneas excisionais de ratos normoglicêmicos e diabéticos. Pretende-se investigar o efeito da pomada à base dos polissacarídeos das cascas de C. ferrea (PLT-Cf pomada) em modelo de ferida cutânea excisional em ratos diabéticos. O diabetes foi induzido em ratos Wistar fêmeas (160-220 g) pela injeção intraperitoneal (i.p.) de aloxano (120 mg/Kg), sendo considerados diabéticos os animais que atingiram glicemia ≥200 mg/dL. Quatro semanas após a indução do diabetes 4 feridas foram induzidas cirurgicamente (7 mm de diâmetro) no dorso dos animais. Doze horas após o procedimento cirúrgico as feridas foram tratadas com o veículo (lanolina + gel de petrolato e polietileno), pomadas Curaderm®, barbatimão 20% ou com a PLT-Cf pomada a 10%. As pomadas foram caracterizadas quanto aos aspectos organolépticos e físico-químicos (cor, odor aspecto, pH, espalhabilidade e distribuição dos bioativos) e quanto a toxicidade dérmica e sistêmicas agudas (irritação cutânea, sofrimento animal, massa corporal, cardio-, nefro- e hepato-toxicidade; diretriz n° 402 2017 da OECD). As feridas foram avaliadas quanto aos parâmetros (área e índice de cicatrização; edema, hiperemia, exsudato, durante 10 dias (2º, 5º, 7º e 10º pós-ulceração); participação de mediadores inflamatórios e de estresse oxidativo (MDA, GSH e proteínas totais) e análise de cepas bacterianas. A pomada PLT-Cf demonstrou adequação das características organolépticas e físico-químicas, ausência de toxicidade dérmica ou sistêmica. Além disso, o tratamento com a pomada PLT-Cf reduziu a área da ferida e aumentou o índice de cicatrização, reduziu os sinais clínicos inflamatórios (edema, hiperemia e exsudato) a partir do 7o dia de tratamento, reduziu os teores de malondialdeído no 7o dia e a carga bacteriana nas feridas do 2o dia. Portanto, a pomada PLT-Cf portanto apresenta efeito cicatrizante, anti-inflamatório e antibacteriano em ratos diabéticos, além de apresentar segurança para uso dérmico. Palavras-chave: fitoterápico; polissacarídeos; pomada, cicatrização; diabetes; pau-ferro.