Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Morais, Matheus Firmino de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=118527
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Resumo: |
O processo de cicatrização é um evento fisiológico que envolve a reorganização dos tecidos para promover a restauração tecidual, sendo dividido em fases sobrepostas e sequenciais: hemostasia, inflamatória, proliferativa e de remodelação. A terapêutica cicatrizante atual apresenta limitações (relação positiva custo/benefício, eficácia em todas as fases da cicatrização), levando a necessidade de novos produtos que superem tais limitações. O extrato hidroetanólico obtido das folhas de D. kukachkana (EHFDk), contendo ácido gálico, ácido elágico e epicaterquina, possui efeito antinociceptivo, anti-inflamatório e antioxidante em modelos de inflamação aguda e aquele obtido de suas cascas apresenta efeito cicatrizante em camundongos. Investigou-se a ação cicatrizante do EHFDk no modelo de feridas cutâneas excisionais em camundongos. Inicialmente foram realizadas análises in silico dos compostos identificados no EHFDk para realizar predições de farmacocinética, toxicidade, identificação de alvos farmacológicos, e força de interação e conservação de estrutura proteicas entre o camundongo e o ser humano. Testes para avaliar a toxicidade dérmica aguda também foram realizados em conformidade com a diretriz n° 402/OECD (2017). In vivo, camundongos Swiss (CEUA/UECE: 31032.004082/2023-12) tratados topicamente com o EHFDk (SisGen/MMA A76DD68) (0,05; 0,5 e 5%) foram avaliados no modelo de feridas cutâneas excisionais por parâmetros inflamatórios (edema, hiperemia, exsudato, temperatura, permeabilidade vascular e hipernocicepção), proliferativo e remodelação (destacamento de crosta, tecido cicatricial, área e índice de cicatrização), e marcadores de estresse oxidativo (MDA e GSH), foi usado p<0,05 para significância estatística. Os estudos in sílico apontaram forte interação dos constituintes do EHFDk aos alvos farmacológicos conservados nas espécies estudadas e presentes nas quatro fases da cicatrização. In vivo, o EHFDk reduziu os parâmetros inflamatórios: edema (dias 2 e 5); exsudato (dia 2); hiperemia (dias 2, 5 e 7); temperatura (dia 5); permeabilidade vascular (dias 2 e 7), e aumentou o limiar nociceptivo ao longo do curso temporal. O EHFDk aumentou o índice de cicatrização e reduziu a área da ferida a partir do dia 2 em 25% e 30%, respectivamente, promoveu o destacamento de crosta no dia 5 e o surgimento de tecido cicatricial no dia 7 em 60% e 100%, respectivamente, diminuiu a produção de MDA em 43% no dia 7 e aumentou o GSH em 1,8x no dia 2. Conclui-se que o EHFDk possui ação cicatrizante em camundongos pela inibição de parâmetros inflamatórios e oxidativos, mediada pelos constituintes bioativos presentes no EHFDk, sem causar toxidade dérmica ou sistêmica |