Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Ramos, Katury Rayane Rodrigues |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=83346
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Resumo: |
<div style="">A escola pública brasileira passa por processos significativos de mudança social que acarretam questionamentos sobre o papel da escola em tempos de conflitos e violências exacerbadas. Neste contexto, surgem ações de órgãos públicos e sujeitos diversos que visam a reconfigurar a realidade conflituosa das escolas, no sentido de solucionar conflitos por meio de debates e diálogos entre as partes envolvidas nas situações de violência. Uma das ações, sobretudo as desenvolvidas no âmbito estatal, denomina-se mediação de conflitos, que é objeto de análise desta pesquisa. Objetiva-se, então, compreender como a mediação de conflitos, está sendo implementada em escolas públicas do estado do Ceará. As reflexões estão situadas em torno da seguinte pergunta: Como se constitui a experiência de implantação da mediação de conflitos em escolas públicas do Estado do Ceará? Neste sentido, questões pertinentes ao cotidiano da escola e das referidas práticas fazem parte deste estudo. A compreensão sobre o fenômeno da violência e a relação da escola com o seu entorno são de suma importância. A mediação realiza-se na dimensão dos conflitos e das relações sociais e não da violência física propriamente dita, porém entra em um determinado contexto da violência, na medida em que esta é visualizada como uma das possíveis consequências dos conflitos interpessoais. Dados de várias pesquisas apontam a capital do estado do Ceará, Fortaleza, com maiores índices de violência protagonizada principalmente por significativa parcela da juventude. A escola Mar é o campo de análise desta pesquisa. Localizada no bairro Mucuripe da cidade de Fortaleza-CE é da rede municipal de ensino vinculada a Secretaria Municipal de Educação (SME) e do distrito II de educação. A pesquisa é qualitativa com cunho exploratório descritivo, posto que sua principal finalidade identificar como as escolas trabalham a mediação de conflito. Nesse contexto, um olhar diferenciado sobre as relações sociais estabelecidas entre os sujeitos escolares - professores, alunos, núcleo gestor, funcionários e comunidade escolar como um todo - é relevante, pois a busca de uma compreensão real dos conflitos, no que se refere às causas e seus desdobramentos nas relações cotidianas da escola, contribui para a construção de um ambiente favorável e para a possibilidade de reverter quadros de violência. Esta pesquisa parte da hipótese de que a cultura punitiva e as práticas educativas coercitivas que caracterizam a maioria das práticas escolares ampliam os problemas relativos à violência e a conflitos sociais no interior da escola. A construção de novos hábitos, por meio de uma ressignificação do ambiente escolar, com a inserção da mediação de conflitos, propõe uma reconfiguração das relações sociais e de um novo paradigma na escola. Palavras-chave: Escola pública. Conflitos. Cultura punitiva. Mediação de conflito.</div> |