Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
FILHO, FRANCISCO WELLINGTON GOMES |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso embargado |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=109553
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Resumo: |
O imaginário das assombrações no sertão cearense tem uma configuração própria. Entre medos, sustos, ansiedade, barulhos e silêncios os sujeitos em interação com as assombrações constituem espaços e lugares ditos de assombração. Para enveredar numa busca de um imaginário das assombrações algumas abordagens se fizeram presentes: a história oral, que foi utilizada para coletar as memórias dos entrevistados. Esses eram residentes do município de Lomoeiro do Norte Ce, são pessoas acima de 60 anos que relataram narrativas com eles ou de terceiros com assombrações. A descrição densa que propiciou enveredarmos pelos detalhes das narrativas. A micro-história que além da redução para uma escala micro, foi importante na construção de toda a uma forma de análise e os estudos dos espaços e lugares que nos ajudou a dar mais ênfase as espacialidades onde ocorriam intereções entre sujeito e assombração, por exemplo: uma estrada, uma casa, um beira de rio. Seguido por esses caminhos teórico-metodológicos conseguimos construir uma série de análises sobre as assombrações. Primeiro situou-se o estudo dentro de um panorama que as assombrações já eram presentes: o folclore e a cultura popular. O intuito foi entender como os intelectuais contruiam sua autoria e um anonimato sobre os sujeitos-autores das obras folclóricas. Como eles criaram uma disposição de autoria para criaram a si próprios como autores e se apropriarem de um saber, de uma cultura dita do povo: as narrativas de assombração. Em seguida nos debruçamos nas análises das narrativas dos entrevistados que foram dividas em tipologias: alma, visagem, lobisomem, aparelho, botija e assombrações justificadas, sendo que cada uma trazia uma contribuição e atributos próprios para uma compreensão do imaginário das narrativas de assombração. As análises no levaram a ver que percorrendo elos comuns que constituem os espaços e lugares: noite, estrada, árvore, rio, casa, essas narrativas configuravam e elaborvam sentidos diversos mais que poderiam ser conectados. Nessa estratégia buscou-se analisar elementos como práticas, simbolizações, intereações, espaços e lugares. As interações entre sujeito e assombrações se mostraram com uma dinâmica própria, principalmente quando contrastadas com outros estudos historiográficos e antropológicos. Também observou-se que as diferenciações eram abundantes entre as narrativas de uma mesma tipologia. Sendo que quando contratasdas entre-si as variações contribuiam para novas maneiras de configurar os espaços de assombração. Outra tipolgia que surgiu em meio as análises foram as assombrações justificadas, estas eram marcadas principalmente por uma característica de dúvida e justificativa sobre a assombração quando em interação com o sujeito. Essa tipologia revelou uma configuração nova para um imginário das assombrações. Por fim, as análises motraram novas formas de compreender uma historicidade das narrativas de assombrações no sertão cearense. Uma operação de historiar essas narrativas de forma micro-histórica em conjunto com outras abordagens, dando destaque para os espaços e os lugares, nos levou a acessar novas compreensões sobre que assombrações são essas que surgem e interagem na vida dos vivos. |