IDENTIFICAÇÃO, SENSIBILIDADE ANTIFÚNGICA, FATORES DE VIRULÊNCIA E PATOGENICIDADE DE LEVEDURAS DA MICROBIOTA DE RÉPTEIS E ANFÍBIOS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: GRAÇA FILHO, RENAN VASCONCELOS DA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=88135
Resumo: <div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Estudos relataram infecções fúngicas em répteis e anfíbios, bem como concentrações inibitórias mínimas (CIMs) elevadas de drogas antifúngicas contra leveduras isoladas desses animais. Fatores de virulência já foram associados à patogenicidade dessas leveduras. O objetivo inicial deste estudo foi identificar leveduras isoladas de répteis e anfíbios silvestres do bioma Caatinga. Após, a produção de fosfolipases, proteases e formação de biofilme por estes fungos, bem como a sensibilidade aos antifúngicos em células planctônicas e biofilmes, foram avaliadas. Por fim, a patogenicidade in vivo de Candida famata foi investigada em Caenorhabditis elegans. Trinta e cinco leveduras dos gêneros Candida, Cryptococcus, Trichosporon e Rhodotorula foram utilizadas. Todas as cepas foram submetidas a testes bioquímicos e morfológicos para identificação. Leveduras do complexo C. parapsilosis e C. famata foram submetidas à identificação molecular. A produção de enzimas hidrolíticas e a formação de biofilme de fungos foram avaliadas. Além disso, fluconazol, itraconazol, voriconazol e anfotericina B foram utilizados para o teste de sensibilidade antifúngica. Para a sensibilidade ao biofilme, foram utilizados itraconazol e anfotericina B. A patogenicidade de C. famata contra C. elegans foi avaliada. C. famata foi a levedura mais prevalente na microbiota de répteis e anfíbios. 94% das cepas testadas foram capazes de produzir as enzimas fosfolipases e proteases e 100% das leveduras avaliadas tiveram a capacidade de formar biofilmes. C. famata e C. tropicalis apresentaram altas CIMs para fluconazol e itraconazol. Anfotericina B induziu maior redução na atividade metabólica e biomassa de biofilmes maduros. C. famata causou mortalidade de C. elegans após 96 horas de exposição. Répteis e anfíbios abrigam leveduras capazes de produzir fatores de virulência em sua microbiota. Além disso, C. famata demonstrou a capacidade de infectar C. elegans. Esses dados indicam que mais pesquisas precisam ser feitas sobre a microbiota de répteis para anfíbios.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Candida famata. Sensibilidade Antifúngica. Herpetofauna. Patogenicidade. Caenorhabditis elegans.</span></font></div>