Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Azevedo, Clarisse Vasconcelos de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=117414
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Resumo: |
A relação entre a geração de nascimento e o perfil nutricional é moldada por uma série de fatores históricos, sociais e ambientais que influenciam os hábitos alimentares, o estilo de vida e as condições de saúde das pessoas ao longo do tempo. A perspectiva da tese é de avaliar as diferenças geracionais no peso corporal e consumo alimentar na população brasileira. Foram utilizados dados de peso e estatura das Pesquisas de Orçamentos Familiares realizadas nos períodos de 2002-2003 (n=104.920), 2017-2018 (n=36.480), e dados de consumo alimentar do Inquérito Nacional de Alimentação da Pesquisa de Orçamentos Familiares, de 20082009 (n=25.324), e 2017-2018 (n=36.480). O índice de massa corporal foi calculado com o peso (kg)/altura (m2) e classificado de acordo com a Organização Mundial de Saúde de 1998. Os alimentos consumidos foram classificados de acordo com o nível de processamento segundo a classificação NOVA. A diferença do estado de peso e consumo alimentar entre gerações de nascimento foi avaliada a partir da comparação de indivíduos da mesma faixa etária em cada um dos inquéritos. Para avaliar diferenças geracionais no IMC ao longo dos anos, foram desenvolvidos modelos de regressão linear. Para avaliar o efeito da renda sobre as diferenças geracionais no consumo de ultraprocessados estimou-se a média do percentual de alimentos entre os quartis de renda, e modelos de regressão linear foram desenvolvidos para cada faixa etária. Todas as análises consideraram o peso amostral e o efeito de desenho amostral. As gerações mais jovens apresentam índice de massa corporal maior do que as gerações mais velhas em todas as faixas etárias e já apresentaram esse índice maior desde o início da vida adulta. As gerações mais jovens reduziram seu consumo calórico total, em ambos os sexos, para todas as faixas etárias. Já as gerações nascidas em 1988, e em 2017-2018, com o menor nível de renda, apresentaram percentuais maiores no consumo de ultraprocessados em relação as gerações mais velhas. Houve diferença geracional na evolução de estado de peso e no consumo alimentar em adultos brasileiros. |