Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
PAULA, REVERSON NASCIMENTO |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual do Ceará
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=84909
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Resumo: |
<div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Este trabalho tem o intuito de analisar a coexistência entre as influências francesas e norte-americanas dentro do setor abastado da população de Fortaleza durante o período de 1942 a 1945, a fim de perceber como essas duas matrizes culturais dialogaram e obtiveram seus respectivos espaços em meio ao cotidiano da Segunda Guerra Mundial. Em meio à conjuntura beligerante deste conflito, nos propomos a compreender as inspirações das matrizes estrangeiras apresentadas em solo alencarino e como elas influenciaram o vestuário, a alimentação, o idioma e o comportamento, discutindo assim a inserção das mesmas em meio ao dia-a-dia dos setores de maior poder econômico. Dessa maneira, nos aproximamos do desejo de civilização e modernidade que emergiu naquele período e que buscou a chancela das hegemonias culturais preponderantes das respectivas épocas. Desta forma, nos deparamos com a força francesa e seu declínio mediante o contexto bélico, bem como a ascensão estadunidense em meio a mesma conjuntura, assim nos propiciando um olhar econômico-cultural sob as respectivas capacidades de influenciar o cotidiano daqueles que sorviam as simbologias existentes. Adentramos em meio aos mecanismos que acabaram fortalecendo a força cultural ianque através da Política de Boa Vizinhança, do American Way of Life e, principalmente, de objetos tecnológicos como o rádio e o cinema, que aproximavam sensorialmente através do visual e do sonoro os desejos existentes entre parcelas da população fortalezense e os costumes norte-americanos. Desta maneira, através da historiografia local e da análise das fontes, percebemos um profundo processo de americanização da parcela abastada de Fortaleza, nos sugerindo assim uma derrocada total da influência afrancesada após a cristalização destes mecanismos. Todavia, nossa originalidade reside na hipótese de uma considerável resistência de determinados costumes franceses em meio a estes acontecimentos e, assim, da coexistência entre estas duas matrizes culturais ainda nos idos de 1945. Desta forma, visualizamos a barreira da tradição religiosa como uma frente de enfrentamento as novas práticas ianques e a sobrevivência destes costumes tidos como tradicionais através da parcela de idade mais avançada da população, os quais ainda possuíam resquícios dos costumes da terra da luz. Assim, através da análise de periódicos como O Nordeste, Unitário e O Povo, e memorialistas como Marciano Lopes e Blanchard Girão adentramos em meios a este cotidiano híbrido, o qual nos faz emergir em meio ao hibridismo cultural e a tradução cultural desenvolvida por Peter Burke. Com isso, acreditamos na possibilidade da existência de um cotidiano híbrido em Fortaleza da metade de década de 1940 através da coexistência destas duas matrizes culturais em solo alencarino.</span></font></div><div style=""><font face="Arial, Verdana"><span style="font-size: 13.3333px;">Palavras-chave: Hibridismo Cultural. Segunda Guerra. Fortaleza.</span></font></div> |