A polidez linguística presente nas narrativas de mulheres sobre o diagnóstico tardio de autismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Maia, Glaucianne Lima
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=110067
Resumo: O fenômeno da Polidez visa mostrar como as pessoas ao interagirem socialmente têm uma preocupação em construir uma imagem de si, bem como não ameaçar ou constranger o outro com sua fala. Diante disso, este estudo apresenta uma análise da linguagem de mulheres autistas, que receberam seu diagnóstico tardio de autismo, tendo como objeto o fenômeno da polidez linguística nas narrativas dessas mulheres autistas com diagnóstico tardio de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dessa maneira, foi verificado como elas utilizam as estratégias de polidez linguística para preservar as faces e proteger seus territórios, adotando postulados de Brown e Levinson (1987), para analisar as estratégias on-record, off-record e bald-on-record; Leech (1983), observando o uso das máximas conversacionais assim como as escalas de polidez sugeridas pelo autor; e Spencer-Oatey (2005), verificando o gerenciamento de faces das mulheres autistas. Para compreender a linguagem dessas mulheres neurodiversas, foi realizada uma análise qualitativa das narrativas referentes ao diagnóstico tardio de autismo, disponíveis na rede social do Youtube, em que elas possuem canais que abordam sobre o Transtorno do Espectro Autista. Para a análise, suas falas foram transcritas a partir do modelo da Análise da Conversação de Marcuschi, adaptado pela autora, inspirado na adaptação de Teixeira (2011). Como resultados da análise, constatou-se que mulheres autistas, ao narrarem seu diagnóstico tardio de autismo, em seu canal do Youtube, usam estratégias de polidez linguística para proteger as faces e controlar a abertura de seus territórios. A partir desses resultados, sugerimos uma desconstrução de estigmas enraizados de que pessoas autistas são alheias aos sentimentos dos outros, bem como elas mantêm e aprimoram seu relacionamento com seus interlocutores a fim de produzir pertencimento ao grupo dos neurodiversos.