Efeitos do Eugenol sobre o Musculo Silo Traquial de Cobaio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: Almeida, Mirizana Alves de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=30669
Resumo: O eugenol(EUG), um fenol monoterpenoide derivado do fenilpropano, e um importante constituinte de oleos essenciais de algumas plantas aromaticas e uma das substancias muito explorada para a producao de farmacos na odontologia, cosmeticos na perfumaria, condimentos e bebidas na industria alimenticia, etc. Como sao escassos os registros na literatura cientifica sobre os efeitos do EUG no musculo liso respiratorio, o objetivo desta pesquisa foi estudar os efeitos farmacologicos e mecanismos de acao do EUG na contratilidade do musculo liso traqueal isolado de cobaio (TIC). Segmentos circulares traqueais de cobaios albinos machos (250-350 g) foram montados em cameras de banho para orgao isolado contendo solucao de Tyrode modificada(TM), aerada, mantida a 38ºC e pH 7,4. As respostas mecanicas foram monitoradas pela tecnica de registro isometrico, em que a forca muscular era transmitida por um sinal eletrico proporcional que era pre-amplificado, em seguida convertido de analogico para digital e armazenado em computador. O efeito miorrelaxante do EUG sobre o tonus basal da musculatura lisa TIC foi observado em : 1) TM, onde o EUG (0,3-1000uM) induziu relaxamento, concentracao-dependente e reversivel, de 0,36 mais ou menos 0,04 g (n=16) do tonus basal, cuja CE50 15,56 uM(n=16); 2) presenca de 5 uM de nifedipina(NIF), onde o EUG(3-2000uM) relaxou de 0,11 mais ou menos 0,03 g (n=6) o tonus basal, com CE50 de 49,96 mais ou menos 19,27 uM(n=6); 3) presenca de indometacina(1uM), onde o EUG (1000uM) provocou relaxamento de 23,97 mais ou menos 8,54%(n=10) do relaxamento promovido no tonus basal TIC em TM; e 4) presenca de 6mM de cafeina(CAF) no TM sem adicao de Ca2+(solucao )Ca2+ N onde o EUG (1000 uM) nao produziu relaxamento significativo. O efeito antiespasmatico do EUG foi observado em preparacoes: 1) previamente expostas(por 5 min) e mantidas em presenca de EUG(0,3- 3000uM), nas quais verificou-se bloqueio nas amplitudes (distancia entre nivel do tonus, onde comeca uma contracao, e o seu nivel na fase estacionaria) e nos picos da forca maxima (distancia entre o tonus basal inicial, antes da exposicao ao EUG, e a fase estacionaria da resposta contratil) das contracoes submaximais induzidas por potassio(K+) (40mM), acetilcolina(ACh) (10uM) e histamina(HA) (10uM), cujo efeito inibidor nas amplitudes apresentou CI50 de 321,68 mais ou menos 108,48 uM(n=8), 494,54 mais ou menos 94,45 uM (n=6) e 525,01 mais ou menos 76,43 uM (n=10), respectivamente; e o efeito redutor no pico da forca maxima foi para- 0,25 mais ou menos 0,13 g (n=8), -0,30 mais ou menos 0,05 g (n=7) e 0,020 mais ou menos 0,01g (n=12) do pico da forca maxima da contracao submaximal induzida em TM sem EUG, respectivamente; 2)expostas a presenca de NIF(5uM) nas quais o EUG(3-2000uM) bloqueou a amplitude da contracao de ACh(10uM) com CI50 de 154,47 mais ou menos 59,49 uM(n=6) e na concentracao de 1000uM de EUG bloqueou totalmente o pico da forca maxima; 3) pre-contraidas com K+ (80mM) nas quais adicoes cumulativas e crescentes de EUG induziram, de maneira concentracao-dependente, reversao crescente da contratura, que tambem foi observada em presenca de hexametonio (500 uM) e atropina ( 1 uM), cujas CI50 foram de 433,24 mais ou menos 14,9 uM (n=5), 434,14 mais ou menos 30,2 uM(n=10) e 359,86 mais ou menos 83,8 uM (n=6), respectivamente; 4) mantidas em presenca de doses crescentes e cumulativas de epinefrina(0,1 - 100uM) onde o EUG(1000uM) foi adicionado promovendo reversao da contratura de K+(80mM) de 0,59 mais ou menos 0,07g para -3,37 mais ou menos 0,05g(n=9). Em protocolo semelhante, porem ,usando dose unica de 100uM de epinefrina o relaxamento induzido foi de 0,35 mais ou menos 0,05g para - 0,04 ± 0,06g (n=10); 5)expostas a TM com 0,02 mM de EGTA e sem adicao de Ca²+ (solucao 0Ca²+), o EUG (3,20 e 400 uM) reduziu a amplitude da primeira contracao de ACh (60 uM) em solucao 0Ca²+ para 58,22 ± 18,87% (n=6), 58 ± 17,58% (n=5) e 11,43 ± 4,54% (n=6), respectavamente, do amplitude da contracao de 60 uM de ACh em TM; e 6)expostas a solucao 0Ca²+n com CAF (6mM) e K+ (80mM) isotonico quando o EUG (1000uM) era administrado e em seguida o CaCI2 era adicionado a resposta contratil foi totalmente bloqueada. Os dados apresentados sugerem que os efeitos miorrelaxante e antiespasmodico do EUG em muscalatura lisa TIC independente de participácao neural, do bloqueio colinergico, da ativacao adenergica, de alteracoes do potencial transmembrana e do influxo de Ca2 extracelular. O EUG atua, possivelmente, de forma inespecifica nos acoplamentos farmacomecanicos e eletromecanicos atraves de acao em sitios intracelulares funcionalmente conectados a cascata bioquimica que modula o tonus e a resposta muscula liso TIC a estimulos.