Defenssoma”: A assinatura clínica, laboratorial e proteômica do hospedeiro contra o SARS-Cov-2

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Costa, Lucianna A. T. J.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Estadual do Ceará
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://siduece.uece.br/siduece/trabalhoAcademicoPublico.jsf?id=106312
Resumo: A doença causada pelo SARS-Cov-2 chamada COVID-19, atualizada para covid, tem por manifestação clínica mais temida a Síndrome Respiratória Aguda Grave, porém no Brasil, outras manifestações tanto neurológicas como gastrointestinais foram observadas com mortalidade distinta do quadro pulmonar. Enquanto dados laboratoriais demonstravam trombofilia, novas proteínas de resposta no hospedeiro estão sendo descritas como biomarcadores através de Espectrometria de Massas, implementando as pesquisas translacionais na prática clínica. Este estudo focou-se na interpretação de dados demográficos, clínicos, laboratorias e proteômicos de 198 pacientes internados em um hospital público terciário no estado do Ceará resultando nos seguintes achados: Indicadores de prognósticos os sintomas de diarréia e uso do medicamento Nitazoxanida pioraram desfecho de gravidade, bem como a apresentação de anosmia/ageusia correlacionaram-se com redução de mortalidade e tempo de internação. Ivermectina e D-dímero mostraram-se protetores independentemente de outras variáveis. Para a análise proteômica os pacientes com diagnóstico de COVID-19 confirmados por RT-PCR foram divididos em 4 grupos onde demonstraram expressão proteicas comparativamente distintas entre eles. Para os casos leves que tiveram alta hospitalar obtivemos proteína ligadora de Vitamina D e Glicoproteína Zinco alfa-2, para os que evoluíram a óbito com encontramos as proteínas Glicoproteínas alfa-2 rica em Leucina, Lumican e Kish-A,sendo as duas últimas inéditas na relação com a COVID-19. No grupo de pacientes graves que faleceram por COVID-19, duas proteínas destacaram-se: Receptor de célula-T e Acil-Coenzima A Nudt 19. Por fim, nos internados graves porém que receberam alta detectou-se as proteínas Alfa-1 Glicoproteína ácida 2; Alfa-1 antitripsina; Antitrombina III; Kininogênio; Apolipoproteínas AI, AII, E e C e Alfa-2 macroglobulina. Este trabalho evidencia as diferentes características clínicas, laboratoriais e proteômicas em resposta ao SARS-CoV-2 pelo hospedeiro, alcançando um perfil prognósticos plausível reforçando a necessidade premente de dados brasileiros para apropriação do cuidado sempre na direção conjunta de realocação dos subsídios dentro de um cenário público de saúde. Palavras-chave: SARS-Cov-2. COVID-19. D-dímero. Receptor de vitamina D. Nudt-19. Análises Proteomicas.