Poema-dramaturgia e cenas de humanidades possíveis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Fusinato, Sócrates Roberto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/20333
Resumo: O presente escrito afirma a construção de uma palavra-conceito: poema-dramaturgia, e exige um artivismo que pensa cenas de humanidades possíveis. A construção de poema-dramaturgia e de outras palavras-conceitos em ensaios poéticos, ensaios que funcionam como ilhas continentes, dão-se a partir da crítica ao Teatro-Instituição e ao Humanismo Ocidentais que, muitas vezes, justificam guerras e inclusões por exclusões de grupos minoritários. O exercício da crítica adentra os territórios do poema e da escrita dramatúrgica em letra-imagem sonoridade; pensa o espaço-tempo cênico no Teatro e tece a crítica das palavras-conceitos ser humano [digo serumanar] e Humanidade. Construindo e desconstruindo palavras-conceitos em cena de Teatro, as linhas que seguem usam a escrita-em-performance como poética, como modo de criar-em-resistência um espaço-tempo que exerça a crítica sobre o Teatro Ocidental. Palavras-conceitos em itálico, porque criadas por mim: serumanar, poemação, poetagem, lugar-matéria, corpo-lugar-de-Teatro, espaço-tempo-de-cena, inabitância, [com-um], antropofilocênico; também palavras-conceitos sem itálico, porque criadas pela falação da tradição: movimento, diferença, teatro, possível, dramatizar, palco mundano, textocentrismo, teatralidade, performatividade, comum, exílio, prioridades. Na escrita dos ensaios poéticos, um atravessar de territórios da Antropologia teatral e da Filosofia teatral, que permite problematizar a relação entre o Teatro Ocidental e a noção, ainda vigente, de Humanidade. É sobre poema dramaturgia e cenas de humanidades possíveis que, teatralmente, aqui se versa. Tua leitura é em-cena-ação.