Formação humana na contemporaneidade: uma concepção segundo a subjetividade em Levinas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Carvalho, Cleusa Távora de
Orientador(a): Carbonara, Vanderlei
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ucs.br/11338/14525
Resumo: A presente dissertação resulta de pesquisa teórica de caráter exploratório e qualitativo que se propôs analisar aspectos da teoria de Emmanuel Levinas sobre a subjetividade com vistas a uma revisão do conceito de formação na contemporaneidade. A pesquisa foi desenvolvida junto à linha Intersubjetividade, linguagem e educação, do Grupo de pesquisa sobre Educação, filosofia e multiplicidade na contemporaneidade. Segundo Levinas, a subjetividade está construída no primado do Outro em ruptura com a metafísica da consciência da modernidade que afirma o primado do eu e está justificada intersubjetivamente. A motivação do trabalho está em investigar confluências entre a concepção levinasiana da subjetividade e do acolhimento com o debate contemporâneo sobre a formação humana. Neste contexto, o problema de pesquisa proposto foi: Considerando os limites identificados na contemporaneidade sobre as concepções modernas de humanismo e formação, eminentemente fundamentadas numa metafísica da consciência, quais contribuições da abordagem levinasiana sobre a subjetividade possibilitam revisar e atualizar a concepção de formação humana? Com seu desenvolvimento organizado em três capítulos, esta dissertação apresenta a subjetividade a partir da análise descritiva da sensibilidade e da linguagem, de modo a concebê-la como intersubjetividade e, portanto, como encontro humano. Sensibilidade essa que se mostra como acolhimento e que se estende ao modo do diálogo. Por sua vez, na assimetria da relação com o Outro, emergem os conceitos de docência ética e de docência do Outro. Já em um caráter conclusivo, pode ser citado como contribuição significativa dessa subjetividade à educação, o acolhimento do Outro como inteiramente Outro, uma recepção que o liberta de um processo reducionista e dominador. E, ao interpor a formação na contemporaneidade como fenômeno humano que se produz como acontecimento ético na presença de uma racionalidade sensível mediado pela linguagem ao modo do diálogo, menciona as ideias da subjetividade segundo o pensamento levinasiano, que na evocação do humano, se tornam reconhecidamente passíveis de compor um processo formativo na contemporaneidade. Por fim, acrescenta que em um mundo dominado pelo racionalismo, o encontro com uma outra forma de razão: a razão trazida pela sensibilidade, nos torna menos racionais e mais humanos ao nos voltar para o sentido pré-existente do sensível. [resumo fornecido pelo autor]