Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Coelho, Josafá da Silva
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Orientador(a): |
Cunha Júnior, Dirley da
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Banca de defesa: |
Portella, André Alves,
Soares, Ricardo Maurício Freire |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Católica do Salvador
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Programa de Pós-Graduação: |
Políticas Sociais e Cidadania
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Departamento: |
Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/123456730/277
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Resumo: |
Este trabalho analisa a influência do poder econômico sobre o resultado das eleições para cargos eletivos. Pretende-se expor ao debate as características e os desafios da democracia representativa brasileira, especialmente da democracia baiana. Discute-se precisamente a influência dos gastos de campanha sobre o resultado das eleições políticas de 2010 e 2012 na Bahia. A influência do poder econômico, como chaga a adoecer a democracia, apresenta-se como fato capaz de recrudescer as limitações e acirrar as contradições do sistema representativo, não obstante o aparato legal relacionado com o processo eleitoral procure mitigar tais efeitos. Eis uma contradição do sistema representativo que se reveste de hipótese neste trabalho: no exercício do poder econômico os candidatos a cargo público têm seduzido a massa de eleitores com propaganda eleitoral grandiosa e ilusória, promessas e até entrega de bens e vantagens pessoais, transformando as eleições numa arena de disputa econômica. Assim, o voto não tem sido o resultado de uma decisão consciente que avalia ideias e projetos políticos, mas tem decorrido da capacidade de gasto do candidato. Contudo, numa verdadeira democracia, a representação política será mais legítima quanto mais livres, iguais e conscientes forem os eleitores e os candidatos a cargo eletivo, a ponto de o gasto de campanha não se tornar o fator determinante para a eleição dos governantes. A falta de representação política dos interesses da maioria da população implica uma limitação do sistema e denuncia a ausência de legitimidade dos representantes, o que mantém a democracia como um ideal romântico que não se realiza, ou uma mera carta de intenções que o jogo de poder não permite que se torne realidade. |