EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO NUTRICIONAL COM ÁCIDO GRAXO EICOSAPENTAENÓICO NO ESTADO INFLAMATÓRIO DE PACIENTES COM CÂNCER DE TRATO GASTRINTESTINAL E DE PULMÃO REALIZANDO QUIMIOTERAPIA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Pastore, Carla Alberici
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
saúde
BR
Ucpel
Mestrado em Saúde e Comportamento
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/87
Resumo: Objetivo: Identificar se há diferença no nível de proteína C reativa (PCR) segundo a localização do tumor e avaliar o efeito de 28 dias de suplementação com EPA (ácido eicosapentaenóico) no estado inflamatório de pacientes oncológicos. Pacientes e Métodos: Ensaio clínico randomizado em pacientes com câncer de trato gastrintestinal (TGI) e de pulmão. O estado inflamatório foi avaliado pela variação de PCR inicial e após intervenção de 28 dias de suplemento com EPA ou suplemento padrão. As análises foram realizadas por testes não paramétricos com software Stata 9.2®. Resultados: Sessenta e nove pacientes foram avaliados, sendo 59% de homens, com idade média de 65,5 ± 11,8 anos. A maioria dos pacientes (72,5%) apresentava câncer do TGI. O nível de PCR inicial foi significativamente maior no câncer pulmonar, seguido pelo câncer de cólon/reto, de estômago/esôfago e de pâncreas/vesícula biliar (p= 0,009). A variação da PCR foi avaliada em 57 pacientes, sem diferença significativa entre os grupos na análise por intenção de tratar e nem por protocolo (completados 28 dias de intervenção). Dezesseis pacientes no grupo EPA e 8 no grupo controle interromperam precocemente o tratamento, sendo que a intolerância gastrintestinal foi o principal motivo, sem associação com o grupo de tratamento (62,5% no grupo intervenção e 50% no grupo controle, p= 0,6). Conclusão: Tumores pulmonares se mostraram mais inflamatórios que os tumores de TGI. Não houve diferença significativa na variação da resposta inflamatória entre os grupos intervenção e controle nas análises por intenção de tratar ou por protocolo