[pt] BRANQUITUDE NO ENSINO DE CIÊNCIAS: TENSÕES E POSSIBILIDADES DE AVANÇO NA EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: CAROLINE DOS SANTOS MACIEL SILVA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69667&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69667&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.69667
Resumo: [pt] O trabalho apresenta os resultados da pesquisa Branquitude no Ensino de Ciências: tensões e possibilidades de avanço na educação das Relações ÉtnicoRaciais, desenvolvida entre 2020 e 2023 com professores de Ciências e Biologia atuantes na Educação Básica do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Entendendo o Ensino de Ciências como campo potente para promover reflexões e mudança de paradigmas rumo a uma sociedade antirracista, esta pesquisa investigou de que maneira a branquitude atravessa o discurso sobre Relações Étnico-Raciais (RER) e a narrativa de educadores de Ciências e Biologia sobre as práticas pedagógicas no Ensino de Ciências dos Anos Finais e Ensino Médio do colégio, buscando identificar terrenos discursivos de tensionamento ou que favoreçam possíveis avanços no combate ao racismo a partir da prática do Ensino de Ciências. A análise dos dados desta pesquisa apoiou-se nos referenciais teóricos das Relações ÉtnicoRaciais no Ensino de Ciências e Branquitude na Educação. A análise qualitativa das entrevistas aponta para o enfoque da raça como tema atrelado a conteúdos específicos do Ensino de Ciências, com destaque para os conteúdos de Corpo Humano e Genética, além de indicar uma abordagem tangencial do tema, que entra como um complemento das temáticas tradicionais do currículo. A instituição é largamente percebida como diversa, entendendo-se aqui diversidade como a presença de alunos pertencentes aos grupos raciais pretos e pardos. Apesar do pouco ou nulo contato com a temática da RER durante a formação, os educadores buscam informar-se sobre o tema por iniciativa própria, e o caminho mais citado foi o contato com professores das disciplinas de História e Sociologia na busca por referências, conteúdos e desenvolvimento de reflexões. Esse dado pode indicar que a garantia de espaços seguros de debate dentro da escola, a troca entre pares e a formação continuada são caminhos potentes para produzir o engajamento docente em um Ensino de Ciências comprometido com a educação das Relações Étnico- Raciais. A pesquisa também sugere como o conceito de branquitude permite entender compreensões, relações e atitudes dos docentes no campo do Ensino de Ciências diante do conceito de raça e dos conteúdos científicos, ilustrando caminhos para desenvolvimento e ampliação do debate.