[pt] METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO RISCO RETORNO DE FUNDOS FECHADOS DE INVESTIMENTO EM EMPRESAS EMERGENTES

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: NAASSON REIS FERREIRA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=1945&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=1945&idi=2
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=1945&idi=4
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.1945
Resumo: [pt] O financiamento de empresas emergentes de base tecnológica vem merecendo grande atenção, tanto por parte da comunidade de investidores quanto dos agentes públicos interessados nos ganhos econômicos e sociais atribuídos a tais empresas. A realização de tais ganhos depende, entretanto, de conhecimentos e habilidades sofisticados para lidar com diversos fatores de risco associados a tais empresas, à sua tecnologia e à natureza das oportunidades que perseguem. A extensão do risco envolvido e a complexidade dos instrumentos necessários para fazer frente a tais riscos fizeram reconhecer esse tipo de financiamento como uma classe distinta de investimento, denominada capital de risco. Como tal, a atividade de capital de risco teve seu início reconhecido a partir de 1930, com investimentos feitos por algumas famílias abastadas americanas. A década seguinte registra o surgimento da primeira empresa de capital de risco, que vem a estabelecer o paradigma de operação de uma indústria que, nos Estados Unidos, investe cerca de uma centena de bilhões de dólares por ano - a Indústria de Fundos de Capital de Risco que profissionaliza todo o ciclo de capital de risco, desde a captação de recursos junto aos investidores, a aplicação em empresas emergentes e, finalmente, o desinvestimento e a distribuição dos resultados aos investidores. No Brasil, essa indústria começou a se estruturar a partir da Instrução CVM 209, de 1994, que regulamentou esses fundos sob a denominação de Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes. Estimativas preliminares sugerem que essa indústria movimentou, em 2000, cerca de US$ 1 bilhão. Uma das grandes barreiras ao desenvolvimento dessa indústria é a aquisição do conhecimento técnico sobre a gestão e avaliação de fundos nos quais os ativos adquiridos (papéis de empresas emergentes) não são negociados em bolsa. O conhecimento existente é, em boa parte, de natureza proprietária e é tratado como segredo industrial. Este trabalho, de natureza exploratória, reflete uma incursão no estudo de algoritmos de avaliação de fundos de capital de risco, introduzindo aperfeiçoamentos em modelos de avaliação existentes. Modelos de avaliação tradicionais, como o Multilateral Investment Fund (MIF) utilizam o retorno histórico desta modalidade de investimentos na tentativa de estimar a performance do fundo. O objetivo desta dissertação é adaptar o modelo de performance de fundos desenvolvido pelo MIF de forma a possibilitar uma análise de risco além do retorno esperado. Esta análise de risco será realizada através da avaliação de cada empresa investida pelo fundo. Assim, através da simulação do valor terminal destas empresas, será possível obter uma distribuição de retorno para cada investidor a partir do capital aportado no fundo. Tal instrumento será de grande valia tanto na seleção de investimentos (permitindo que os investimentos sejam selecionados de acordo com o nível de exposição que o gestor deseja assumir), quanto no gerenciamento dos investimentos (permitindo que sejam tomadas decisões que maximizem o retorno esperado para os investidores).