[pt] EXPLORANDO O EFEITO DO ISOLAMENTO SOCIAL NA ANSIEDADE E DEPRESSÃO: UMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS COMPORTAMENTOS DEPRESSIVOS EM RATOS CARIOCAS COM ALTO E BAIXO NÍVEL DE CONGELAMENTO CONDICIONADO E SUAS IMPLICAÇÕES EM HUMANOS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: AMANDA FELIX LIMA ARAUJO PECANHA
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69644&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=69644&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.69644
Resumo: [pt] Os transtornos de ansiedade estão entre os transtornos psiquiátricos mais prevalentes em todo o mundo, e achados clínicos apontam para significativa comorbidade entre transtornos de ansiedade e depressão no mesmo indivíduo. Especificamente em relação ao transtorno de ansiedade generalizada (GAD), a comorbidade com depressão em muitos casos está presente. Uma questão de grande preocupação é o impacto desses transtornos nas interações sociais. O estado de tensão e excessivas preocupações exibidas por esses indivíduos podem ser transmitidas para as pessoas de seu convívio social, assim como as interações sociais podem funcionar como um fator ansiogênico para essas pessoas. Ainda existem lacunas a respeito dos mecanismos comportamentais, neurobiológicos e genéticos envolvidos nesses transtornos, e esses aspectos precisam ser investigados. Preocupações com o aumento da prevalência dos transtornos de ansiedade e depressão ressaltam a necessidade de compreender a natureza dual das interações sociais na saúde mental, enfatizando o seu papel como fontes de bem-estar quanto como potenciais estressores. Nosso objetivo é examinar a relação dos transtornos de ansiedade e depressão com o isolamento social. Por meio de uma pesquisa empírica utilizando os ratos Cariocas, um modelo animal de ansiedade selecionado bidirecionalmente para alta e baixa resposta de congelamento condicionado, pretendemos analisar quantitativamente o impacto do isolamento social no comportamento semelhante ao depressivo nessas linhagens (artigo 1). Posteriormente, através de uma análise abrangente da literatura existente, investigamos se o isolamento social alivia os sintomas comuns a esses transtornos, considerando os mecanismos emocionais e cognitivos envolvidos nas interações sociais entre humanos (artigo 2). Para tanto, 72 animais foram divididos nas três linhagens Carioca com alto congelamento condicionado (CAC), Carioca com baixo congelamento condicionado (CBC) e os animais controle (CTR) com níveis intermediários de congelamento. Metade dos animais foram mantidos agrupados de acordo com a respectiva linhagem e a outra metade foi mantida isolada socialmente em gaiolas menores. Posteriormente todos os animais foram submetidos ao teste do nado forçado, tendo seus comportamentos analisados. Na sequência, conforme os dados encontrados, ampliamos nossos estudos através de uma revisão narrativa para compreendermos como esses transtornos psiquiátricos interagem com as relações interpessoais.