[pt] EM BUSCA DA COR LOCAL: OS MODOS DE VER E FAZER VER NAS OBRAS DE JOSÉ DE ALENCAR E EUCLIDES DA CUNHA

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: EDUARDO WRIGHT CARDOSO
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27882&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=27882&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.27882
Resumo: [pt] Recurso pictórico elaborado no século XVIII, a cor local amplia seu escopo original relativo ao campo pictórico e passa a compor e regular a produção textual de escritores, historiadores, literatos e viajantes. Seu emprego em suportes textuais desenvolve e acentua a dimensão visual da narrativa e, portanto, pode ser concebido como uma expressão moderna das antigas associações entre cor e palavra, narrativa e pintura. O objetivo desta tese é, pois, investigar o emprego da cor local em tipos discursivos diversos, notadamente nas obras de José de Alencar e Euclides da Cunha, salientando a dimensão visual implícita ao recurso narrativo. A fim de compreender o investimento narrativo na visualidade, é válido recuperar, a partir da Antiguidade, os modos de ver e fazer ver que comportam topoi como o ut pictura poesis e o ut pictura historia, construções como a sunopsis e a enargeia, além de expedientes como, entre outros, a autópsia e a écfrase. A cor local, eis a hipótese inicial desta tese, incorpora e expressa parte destes modos e recursos e, portanto, é capaz de reproduzir e reelaborar, na época moderna, o anseio visual por meio da narrativa. A pesquisa pelos modos de ver e fazer ver requer, como temáticas relacionadas que perpassam este estudo, a consideração do estatuto e da importância atribuída à visão e ao olhar como elementos cognitivos e comprobatórios, além das relações entre sujeito e objeto na constituição do conhecimento. As produções ficcional de Alencar e factual de Euclides permitem, então, demonstrar tanto a amplitude do recurso narrativo, empregado em tipos discursivos diversos, quanto as variações relacionadas ao seu uso, ou seja, como a delimitação de uma determinada paisagem altera o conteúdo da forma da cor local.