[pt] A PRISÃO DAS PALAVRAS: LINGUAGEM, SUJEITO E MUNDO NO ROMANCE DE SAMUEL BECKETT (1945-49)
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
MAXWELL
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=52926&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=52926&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.52926 |
Resumo: | [pt] O presente trabalho tem como objetivo investigar um momento chave na obra do poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista irlandês Samuel Barclay Beckett (1906-89), com ênfase em quatro obras em prosa escritas entre 1945 e 1949, a novela Primeiro amor , e a trilogia de romances Molloy , Malone morre , e O inominável . A leitura das obras busca articular três eixos principais: sujeito, linguagem e mundo, acompanhando o processo de radicalização formal operado por Beckett ao longo das obras. Neste universo, o sujeito é despido de qualquer protagonismo, sendo subjugado pelo poder da linguagem, que perde sua dimensão referencial. Assim, a própria narrativa é tensionada, na medida em que falar sobre o mundo , e, também, sobre si se configura como uma tarefa ao mesmo tempo impossível e inevitável. O narrador, figura do sujeito no romance, assume o frágil papel de vítima do fluxo ininterrupto da linguagem autônoma, e o próprio ato de escrita se converte em um subterfúgio que visa adiar o momento derradeiro, onde o narrador deverá finalmente falar sobre si. |