[pt] TRABALHO E PARENTALIDADE: INTERFERÊNCIAS DO MUNDO DA PRODUÇÃO NO AMBIENTE FACILITADOR

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: BEATRIZ GANG MIZRAHI
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=3782&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=3782&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.3782
Resumo: [pt] A partir de inquietações surgidas em grupos de reflexão realizados em algumas creches privadas do Rio de Janeiro, procuro compreender a influência da atual crise do trabalho na relação entre os pais e seus filhos pequenos. Recorro à investigação bibliográfica sobre a história das relações família /trabalho no capitalismo, incluindo suas recentes transformações. Realizo também uma pesquisa qualitativa na qual são feitas entrevistas com pais de crianças de classe média.Constato que, com o nascimento da sociedade industrial, opera-se uma cisão entre a esfera privada tida como íntima e de cuidado e a esfera do trabalho industrial vivida na impessoalidade. O modo de vida da primeira é então concebido de modo a ser útil às prescrições da segunda. Observo que as transformações mais recentes na esfera produtiva fazem emergir o ideal de um trabalhador tanto mais autônomo quanto menos dependente de empregos estáveis, o que intensifica a contradição entre os ideais de proteção na esfera privada e de absoluta desproteção na esfera pública. Procuro entender como esse novo modelo repercute sobre as expectativas que os pais hoje dirigem às crianças, trazendo com ele certos impasses. Um contraponto para os mesmos é pensado à luz do conceito de experiência transicional desenvolvido por Winnicott, que permite uma crítica à dissociação operada desde a modernidade entre o cuidado aos filhos e o campo cultural mais amplo .