[pt] A VISÃO DE PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR SOBRE AS ATUAIS RELAÇÕES DE TRABALHO NAS EMPRESAS CAPITALISTAS E AS POSSIBILIDADES DE SER SUJEITO NESTE CONTEXTO

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: RENATA MACHADO RIBEIRO NUNES
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=12356&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=12356&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.12356
Resumo: [pt] O atual estágio do capitalismo imprime uma concorrência feroz às empresas, que tem a sobrevivência como necessidade mais premente em um cenário constantemente em mutação. Nesse ambiente, desenha- se um novo perfil das relações de trabalho nas empresas capitalistas que, na visão de autores como Capelli (1999) e Boltanski e Chiapello (2002) guarda inúmeras inconsistências. Uma das principais inconsistências é a de que, ao mesmo tempo em que se diz que as pessoas são os principais ativos organizacionais e delas se espera um nível de participação mais ativa, a lógica que rege as relações de trabalho parece ser cada vez mais a de resultados de curto prazo e de enfraquecimento dos vínculos de emprego. O presente estudo tem, então, como objetivo conhecer a percepção dos profissionais de nível superior de empresas capitalistas sobre as relações atuais de trabalho e suas possibilidades de serem sujeitos neste contexto. Os resultados sugerem que os indivíduos tendem a enxergar as atuais relações de trabalho nas empresas como um jogo cujas regras são incontestáveis, sobre as quais possuem poucas possibilidades de interferência. Ao mesmo tempo em que demonstram esse grau de conformidade com as regras do jogo, revelam sentir também, no entanto, angústia ou frustração por não encontrarem espaço suficiente para expressarem plenamente suas crenças e expectativas. Além disso, revelam que o esforço de manter a empregabilidade tem um custo pessoal elevado e que as empresas pouco participam desse esforço, deixando-o exclusivamente a cargo do próprio indivíduo.