[pt] DESEJO POR FILHOS EM CASAIS DE MULHERES: PERCURSOS E DESAFIOS NA HOMOPARENTALIDADE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: MONICA FORTUNA PONTES
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MAXWELL
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=37404&idi=1
https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=37404&idi=2
http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.37404
Resumo: [pt] No presente estudo, objetivou-se apontar e analisar questões que perpassam a família homoparental, composta por mulheres e filhos em coabitação, com planejamento conjunto da maternidade, utilizando as novas tecnologias reprodutivas, havendo ou não o registro de dupla maternidade. As questões relacionadas às referidas famílias ressaltam alguns aspectos do percurso, desde o desejo de filhos até o dia a dia familiar. Mantiveram-se presentes questionamentos relacionados à possibilidade de tais famílias reproduzirem a família heterossexual. O estudo contou com a participação de nove mulheres, com idades entre 33 e 45 anos, residentes no estado do Rio de janeiro. Alguns dos principais achados apontaram que a maioria das entrevistadas possuía forte desejo por filhos biológicos, planejados com suas companheiras e sem a participação de terceiros na criação das crianças. A legalização dos laços afetivos entre a companheira da mãe biológica e a criança foi possível, em alguns casos, por meio da adoção unilateral, estabelecendo-se a dupla maternidade. As famílias que não legitimaram a situação parental continuaram desamparadas legalmente. A divisão das tarefas domésticas entre o casal foi igualitária. Não se encontraram preferências da criança por uma das mães. O reconhecimento dos netos por parte dos avós não biológicos ocorreu plenamente em alguns casos. Ainda que algumas conquistas no âmbito jurídico e social tenham ocorrido pela família homoparental, devido, também, à repetição de um modelo de família (heterossexual), considera-se tal repetição diferencial, e as conquistas advindas, uma abertura de caminhos para que outras configurações familiares sejam reconhecidas, e não apenas novas hierarquias sejam criadas.