[pt] CONTEMPLANDO A RESSEMANTIZAÇÃO DA INTERAÇÃO NA SALA DE AULA DE INGLÊS COMO LÍNGUA ESTRANGEIRA: UMA PESQUISA-AÇÃO
Ano de defesa: | 2015 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
MAXWELL
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=23883&idi=1 https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/colecao.php?strSecao=resultado&nrSeq=23883&idi=2 http://doi.org/10.17771/PUCRio.acad.23883 |
Resumo: | [pt] Muitas das práticas construídas na sala de aula convencional não falam mais ao aluno de hoje e, por conseguinte, não motivam sua participação. Para essa geração, acostumada aos discursos altamente semiotizados e interativos das telas de TV e do computador, a escola convencional parece ser pouco atraente e nada desafiadora. Este estudo nasce a partir da associação desse panorama à falta de interesse e engajamento de muitos alunos nas aulas de inglês como língua estrangeira (ILE) no contexto onde atuo - uma instituição federal situada no Rio de Janeiro. Este trabalho traz reflexões sobre os efeitos da instauração de um programa de ações pedagógico-discursivas, norteado pela perspectiva dos multiletramentos, em uma turma de nível intermediário, do nono ano do ensino fundamental, utilizando a metodologia da pesquisa-ação. Com base em uma visão sociointeracional de ensino-aprendizagem e dialógica de linguagem, tem-se como objetivo contribuir para uma melhor compreensão de como a referida proposta pode favorecer a ressignificação da interação na aula de ILE, com vistas a promover um ambiente de ensino-aprendizagem mais colaborativo e com uma participação mais espontânea e efetiva daqueles alunos. Os dados foram gerados ao longo do ano letivo de 2010, por meio de gravações em áudio das conversas sobre textos midiáticos. À luz das contribuições da Análise da Conversa e da Sociolinguística Interacional, foram identificados quatro movimentos característicos do jogo interacional. A análise indicou que a construção de uma sala de aula participativa se dá em conjunto e demanda mudanças nas ações, práticas e regras típicas que regem a interação e a comunicação entre professores e alunos. Apontou ainda que os aprendizes se tornam menos passivos ao serem estimulados a participar do processo de gerenciamento das atividades, principalmente com tarefas que envolvam interação em pares ou em pequenos grupos e a discussão de temas instigantes ou relacionados à sua realidade. Constatou-se que as atividades realizadas contribuíram de forma efetiva para a solidificação dessa prática mais cooperativa, possibilitando não apenas a expansão de repertório de sentidos e esquemas de conhecimentos dos alunos, mas, sobretudo, levando-os a ter uma postura crítico-reflexiva. Esta investigação mostrou, por fim, que o uso de textos variados, em particular, vídeos do YouTube pode ser um caminho para chegar ao aluno e motivá-lo a participar de forma mais ativa, iniciando um processo de reconfiguração dos papéis de professor-alunos e contribuindo para uma reversão paulatina do modelo de interação da sala de aula. Isso se dá pela gama de temas atuais que o Youtube oferece e pelo fascínio que as telas exercem sobre os jovens. Dentre as principais mudanças observadas, destacam-se a ampliação da participação e a colaboração entre os aprendizes, dando-lhes um papel mais ativo e autônomo - o de colaborador ativo na interação -, confirmada pela tomada de turno, autosseleção e retroalimentação dos turnos de fala e pela atenção à fala dos colegas. Quanto ao professor, observa-se a solidificação de uma prática mais descentralizadora na condução da aula, expressa na redução de sua dominância discursiva e no exercício do papel de mediador ou observador do processo interacional. |