Características epidemiológica e ambiental dos casos de dengue ocorridos nos anos de 2000 a 2010, em Araguaína -Tocantins.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Oliveira, Ana Flávia de Morais
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Ciências da Saúde
BR
PUC Goiás
Programa de Pós-Graduação STRICTO SENSU em Ciências Ambientais e Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://localhost:8080/tede/handle/tede/2900
Resumo: A Dengue é uma doença infecciosa, causada por um vírus RNA que possui quatro sorotipos: DEN 1, DEN-2, DEN 3 e DEN-4. O objetivo desse estudo foi descrever o perfil epidemiológico da dengue e suas características ambientais em uma série histórica de 11 anos (2000 a 2010). Trata de um estudo observacional, analítico, ecológico realizado com dados secundários dos sistemas de informação e relatórios das Secretarias de Estado da Saúde e da Agricultura do Tocantins. Foram notificados 13.969 casos suspeitos e confirmados 4.657 casos (33,3%) no período analisado; destes 63 (1,4%), classificados como graves. A maior incidência ocorreu na faixa etária de 20 a 40 anos (44,1%), dengue grave apresentou maior incidência entre 6 a 12 anos (36,5%). As mulheres foram o grupo mais afetado (53,5%), p=0,03. Os casos predominaram na zona urbana (98,1%). O critério de diagnóstico mais utilizado foi o clínico epidemiológico (58,5%) e os casos graves foram confirmados pelo critério laboratorial. Dentre os casos confirmados de dengue, 99,8% tiveram evolução favorável. Foram coletadas 112 amostras para isolamento viral, sendo 10 positivas (1DEN-1, 2 DEN-2 e 7 DEN-3). Os anos com maior registro de casos confirmados foram 2004 (n=477 - 10,2%), 2006 (n=465 - 10,1%), 2007 (n= 724 15,7%) e 2008 (n= 1.398 29,5%) totalizando 65,5% do total de casos. A distribuição de casos clássicos de dengue apresentou maior proporção entre os meses janeiro a maio (77,8%), os casos graves foram registrados com maior frequência entre os meses setembro a dezembro (82,5%), período em que também foram os maiores índices de pendência. Houve correlação estatística significativa entre ocorrência de casos de dengue e IIP (p=0,003 r= 0,76), IP (p=0,0005 r= -0,84) entre os anos 2001 a 2010, e entre o número de casos de dengue e a média mensal de precipitação (p= 0,003 r= 0,76), entre o período 2000 a 2010. Não houve correlação estatística entre a ocorrência de casos de dengue e temperatura (p=0,5 r= -0,19). Concluiu-se que em Araguaína o IIP, IP, pluviosidade estiveram ligados ao aumento da ocorrência de casos de dengue, havendo necessidade do monitoramento constante dos indicadores, assim como o desenvolvimento de ações multissetoriais, possibilitando controle da incidência de dengue no Município.