Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Teixeira, Cauê Ferreira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
PUC-Campinas
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/15562
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Resumo: |
O último ano do Ensino Médio recebe especial atenção, por se tratar de um período em que os estudantes se deparam com a complexa tarefa de estabelecer suas disposições quanto ao futuro que projetam para si em relação aos estudos e ao mercado de trabalho. Uma das possíveis escolhas que os jovens têm nesse momento é continuar os estudos ingressando no Ensino Superior. Assim, essa pesquisa teve por objetivo investigar e compreender as motivações de ordem econômica, social, política e cultural que influenciam as decisões de jovens de camadas sociais distintas quanto a suas possíveis trajetórias de ingresso no Ensino Superior. Buscamos compreender os agentes e fatores que fazem parte desse processo. A partir de análises de informações obtidas por meio de dois instrumentos de investigação (questionários, respondidos por 93 estudantes, e entrevistas, realizadas com 5 estudantes), aplicados em duas escolas do município de Limeira, estado de São Paulo, sendo uma privada de nível socioeconômico alto, localizada em região central, e outra pública de nível socioeconômico baixo, localizada em região periférica, buscamos analisar quais são os fatores que despertam desejos e negações nos jovens estudantes das referidas escolas quanto às suas perspectivas de ingresso no Ensino Superior. Nesse sentido, constatou-se que os estudantes da escola privada apresentaram um nível de conhecimento e informação sobre os processos seletivos e sobre políticas de ação afirmativa consideravelmente maiores do que os estudantes da escola pública, bem como maior propensão a participar dos exames de seleção e perspectivas melhor definidas em relação ao ensino superior, enquanto os jovens da escola pública estavam imersos em perspectivas difusas e indefinidas. Essas distinções decorrem fundamentalmente das condições familiares e socioeconômicas de cada estudante, bem como do habitus institucional de cada escola. Em relação às condições familiares, evidenciou-se o peso das origens sociais, do nível de escolaridade dos pais, das condições de trabalho e dos investimentos familiares na educação sobre a trajetória desses jovens. Já no que se refere ao habitus institucional, destacam-se distinções referentes à qualidade do ensino ofertado (pela ótica dos estudantes), ao trabalho dos professores em relação às possibilidades de inserção no Ensino Superior e ao momento em que esse trabalho se inicia. |