Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Wajngarten, Raquel Nuvolini |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/16612
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Resumo: |
Esse trabalho visa melhor compreender o papel do soft law, especialmente das Recomendações do Grupo de Ação Financeira Internacional – GAFI/FATF, no combate ao crime de lavagem de dinheiro e suas intervenções no direito à privacidade. Embora as recomendações do GAFI/FATF não vinculem diretamente as ações individuais ou estatais, ao estabelecerem padrões universais para o combate à lavagem de dinheiro, elas influenciam a tomada de decisões no espaço público, inclusive como fontes de restrições a direitos fundamentais. Todavia, como é possível admitir que normas de soft law sejam a fonte de limitações de direitos fundamentais, se esses direitos também são normas cuja força obrigatória deriva não só de tratados internacionais, mas também da constituição? Frente esse paradoxo busca-se entender o papel e influência das 40 recomendações do GAFI/FATF no microssistema de lavagem de capitais e como tais vêm sendo aplicadas pelos Tribunais, além de avaliar criticamente os meios interventivos no direito à privacidade, a fim de se verificar se tem havido violações a esse direito fundamental sob o pretexto de combater tal delito. Assim, pretende-se contribuir para o estado da arte da discussão, ao perpassar por questões relacionadas i) à análise dos tratados e convenções paradigmáticas sobre o branqueamento de capitais; ii) ao conteúdo e eficácia dos instrumentos de soft law sobre o tema, e sua aptidão para gerar obrigações aos indivíduos, por meio da análise de leading case; e, por fim, e principalmente iii) à reflexão sobre a aptidão dos conteúdos de soft law para violar ou intervir no direito fundamental à privacidade. |