Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Camargo, Daniella Nunes |
Orientador(a): |
Merhi, Vânia Aparecida Leandro |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17584
|
Resumo: |
Introdução: A mandíbula é o único osso móvel da face e participa de funções básicas fonoarticulatórias, como mastigação, fonação, deglutição e manutenção da oclusão dentária. As fraturas mandibulares podem levar a deformidades que, quando não identificadas ou não tratadas de forma adequada, podem culminar em sequelas graves, tanto estéticas quanto funcionais. A terapia de reabilitação baseada em uma abordagem miofuncional orofacial é importante como tratamento complementar nos traumas de face, pois permite o restabelecimento das funções orofaciais e, com isso, diminui o risco de hipomobilidade, redução funcional e progressão de possíveis sequelas. Objetivo: Analisar comparativamente o benefício da reabilitação pós-operatória de fratura de mandíbula em indivíduos submetidos ou não à terapia muscular complementar. Métodos: Estudo longitudinal e retrospectivo com 40 pacientes do serviço de Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica de Campinas que foram submetidos à cirurgia de correção de fratura de mandíbula entre os anos de 2007 e 2021, comparando grupos que receberam ou não terapia muscular complementar pós-operatória. Resultados: Constatou-se uma predominância do gênero masculino na proporção 3:1, média de idade de 27 (31 ± 14.74) anos no momento do trauma, etiologia mais comum agressão (45%), região anatômica mandibular mais acometida ângulo/ramo (57,5%) e o envolvimento de múltiplas fraturas (60%). Do total, 45% dos pacientes fizeram terapia de reabilitação muscular pósoperatória. O tempo médio de recuperação foi de dois meses. Comparando os grupos que fizeram ou não terapia muscular, houve diferença significativa com relação ao tempo de recuperação, aos itens do QoR-15 e ao escore final do QoR-15. Pela análise regressiva simples e múltipla de Poisson, verificou-se que a terapia de reabilitação muscular foi significante para explicar o tempo de recuperação dos pacientes (PE=0.5128; EP=0.2284; p=0.0248). Conclusão: Observou-se benefício na realização de terapia de reabilitação muscular no período pós-operatório de pacientes submetidos a cirurgia de reconstrução mandibular após fratura traumática. A recuperação mais rápida de uma população economicamente ativa reflete em menos custos sociais hospitalares e no que tange a afastamento laboral. |