Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Tavares, Mirta Mara Mendonça |
Orientador(a): |
Enes, Carla Cristina |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.sis.puc-campinas.edu.br/xmlui/handle/123456789/17587
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Resumo: |
Introdução: A multimorbidade, definida como a presença de duas ou mais doenças crônicas não transmissíveis, afeta a qualidade de vida e aumenta os custos de saúde, sendo influenciada por desigualdades sociodemográficas e fatores comportamentais. No Brasil, aproximadamente 25% da população apresenta multimorbidade, que está relacionada a fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Estudos mostram que essas doenças crônicas não transmissíveis surgem em idades cada vez mais precoces, com impacto crescente entre adultos economicamente ativos. Objetivo: Identificar as desigualdades sociodemográficas na prevalência da multimorbidade e seus fatores de risco comportamentais em adultos brasileiros. Métodos: Trata-se de um estudo transversal que utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, abrangendo uma amostra representativa de indivíduos entre 20 a 50 anos (n=48.890). Foram analisadas variáveis sociodemográficas (como sexo, idade, raça, escolaridade, nível socioeconômico, estado civil, cobertura de plano de saúde e região de residência) e comportamentais (tabagismo, consumo de álcool, atividade física, e hábitos alimentares) em relação à presença de multimorbidade. A análise estatística incluiu modelos de regressão logística e multinomial para estimar a associação entre as variáveis sociodemográficas e a multimorbidade, considerando um nível de significância de 5%. Resultados: Entre os 48.890 participantes, 18% apresentaram multimorbidade. Foram identificadas importantes desigualdades sociodemográficas na prevalência de multimorbidade e seus fatores de risco, de forma que as mulheres, os indivíduos mais velhos, com menor nível de escolaridade e com cobertura de plano de saúde apresentaram maior prevalência, ao passo que aqueles que residem nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentam menor prevalência. Os resultados ainda mostraram que a prevalência da simultaneidade dos fatores de risco (4 ou mais) foi maior entre os indivíduos menos escolarizados, com pior condição socioeconômica e residentes nas regiões Sul e Norte do País. Por outro lado, os indivíduos mais velhos e casados apresentaram menor prevalência de simultaneidade de fatores de risco. Conclusão: O estudo revela uma prevalência preocupante de multimorbidade em uma população composta por adultos com 50 anos ou menos. Fatores sociodemográficos como idade, sexo escolaridade, estado civil, plano de saúde e região de residência se associaram significativamente a condição de multimorbidade e a ocorrência de simultaneidade (4 ou mais) dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. Essas desigualdades indicam a necessidade de políticas públicas voltadas para a redução dos fatores de risco modificáveis e para o acesso equitativo aos cuidados de saúde, especialmente entre grupos socioeconomicamente vulneráveis. |