Reprodutibilidade e validade do londrina ADL protocol em pessoas com esclerose múltipla com incapacidade leve e moderada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: RIBEIRO, Heloisa Galdino Gumieiro
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/31365
Resumo: Introdução: A Esclerose Múltipla (EM) é uma patologia de etiologia autoimune, desmielinizante, que acomete diretamente o sistema nervoso central, com curso imprevisível e sintomas variados, podendo gerar lesões diversas. Pessoas com EM sofrem com o decréscimo de suas funções motoras, sensitivas e até cognitivas com o decorrer dos anos, que geram uma importante mudança na rotina desses indivíduos e impactam negativamente na realização das atividades de vida diárias (AVDs). Várias são as formas de se avaliar este paciente, porém nenhum instrumento de avaliação objetiva das AVDs teve suas propriedades métricas investigadas para uso nesta população. Objetivos: Desta forma, o objetivo deste estudo foi verificar a reprodutibilidade e a validade do Londrina ADL Protocol (LAP) para avaliar AVDs em pessoas com EM que possuem incapacidade leve e moderada. Métodos: Indivíduos diagnosticados com EM realizaram o LAP em três momentos (intra-avaliador e inter-avaliador). O protocolo consiste na realização de 5 atividades padronizadas em velocidade usual e o desfecho utilizado é o tempo de realização das atividades. O nível de atividade física foi utilizado como critério de validação e foi avaliado por meio do pedômetro com a contagem de passos/dia. Por fim, testes funcionais, como Timed up and go test (TUG), Timed Walking of 25 feet (T25) e teste de caminha da de 6 minutos (TC6); a Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS); o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e outros questionários para a caracterização da amostra também foram realizados. Resultados: Vinte e três indivíduos (48% mulheres, 39±9,2 anos, IMC: 25,6±5,1 kg/m2, tempo de diagnóstico: 9,9±5,5 anos) com EDSS 2,5±1,0 foram avaliados. O protocolo foi reprodutível intra-avaliador e inter-avaliador (Coeficiente de Correlação Intraclasse [CCI] = 0,86 e 0,72, respectivamente). O efeito aprendizado intra-avaliador foi de -6,6±8,4%, com uma diferença média de -24,35 ± 32,87 segundos. Houve correlação significativa entre o LAP e o número de passos/dia (r= -0,556, p=0,014); além da porcentagem do predito realizada pelo TC6 (r=-0,474, p= 0,02) e anos de estudo pelo questionário de atividade física (r= -0,444, p=0,03). Ao comparar o nível de incapacidade pelo EDSS, sendo leve com pontuação até 3,5 e grupo moderado com pontuação entre 4 e 6, encontrou-se diferença significativa no tempo de realização da 2ª estação do LAP (p=0,02), no TUG (p=0,04), T25 (p= 0,01), TC6 (p= 0,02) e questionário de marcha MSWS-12 (p= 0,008), Conclusão: O Londrina ADL Protocol é um instrumento reprodutível e válido para a avaliação de AVDs em pessoas com EM, entretanto, sugere-se a realização de dois testes nesta população devido ao efeito aprendizado.