Desenvolvimento de extratos naturais como alternativa às soluções convencionais de pré e pós dipping

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: PONTES, Danielly Lemes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/33461
Resumo: Os requisitos legais de qualidade microbiológica do leite cru ficam cada vez mais rigorosos. O que pode desestimular os pequenos produtores e até gerar o abandono da atividade leiteira. Dessa forma, práticas de ordenha sustentável, socialmente adequadas, ecológicas e economicamente viáveis são bem-vindas na atual realidade. O objetivo do trabalho foi desenvolver soluções de pré-dipping e pós-dipping com recursos naturais, avaliando sua eficácia bactericida e bacteriostática in vitro e in vivo. Para o desenvolvimento das soluções de pré-dipping, a metodologia prevê a preparação por maceração ou percolação com álcool. Para o desenvolvimento da solução de pós-dipping, foi utilizado um veículo dispersante proveniente da mucilagem de sementes. Para avaliar o efeito bactericida das soluções de pré-dipping, o método utilizado foi o de curvas de tempo-morte bacteriano para Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Para avaliar o efeito bacteriostático das soluções de pós-dipping, o método utilizado foi o de difusão em disco. Os princípios com melhor desempenho nas avaliações in-vitro foram selecionados e utilizados para práticas de higiene na ordenha. A eficiência do pré-dipping foi avaliada comparando-se a contagem microbiológica da superfície dos tetos antes e depois da imersão. Para a avaliação dos índices de inativação de todos os extratos alcoólicos testados foram similares à solução clorada 750 ppm tanto para E. coli quanto para S. aureus. O pré-dipping de solução alcoólica de alecrim foi tão eficiente quanto o realizado com a solução clorada 750 ppm, inativando em média de 33% das contagens de aeróbios mesófilos, índice similar ao da solução clorada. Para a avaliação da eficiência do pós-dipping, os leites da Universidade Estadual do Norte do Paraná - UENP foram avaliados para a contagem de células somáticas a cada 15 dias durante 90 dias. As soluções naturais que apresentaram desempenho similar (p>0,05) à solução comercial tanto para E. coli quanto para S. aureus foram LPV, PPV, PCV e PPBV. Dessa forma, a solução PPBV foi selecionada para os testes in-vivo, uma vez que apresentou as maiores medianas de inibição para ambos os micro-organismos, menor variabilidade nos resultados e ao mesmo tempo manteve sua viscosidade similar à solução comercial após 15 dias à 8 oC. O desempenho da solução natural de pós-dipping foi similar à solução comercial, sem diferença em relação a prevalência, incidência, proporção de casos de cura e proporção de casos crônicos de mastite subclínica. Desenvolveram-se soluções de dipping antissépticas simples, economicamente viáveis, naturais e com eficiência similar aos preconizados em outras literaturas.