Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
DOS SANTOS, Ana Beatriz Rocha |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/37955
|
Resumo: |
Introdução: A asma na infância é o distúrbio respiratório mais comumente encontrado, possui alta taxa de morbidade e resulta em impacto negativo na qualidade de vida das crianças. A intervenção da fisioterapia apresenta importantes resultados nos asmáticos, mas pouco se sabe se os resultados são mantidos em longo prazo. Objetivos: Avaliar os efeitos em longo prazo na função pulmonar, mobilidade torácica, flexibilidade geral, força muscular respiratória e periférica, capacidade de exercício, qualidade de vida, qualidade do sono, nível do conhecimento da asma, controle da asma e nível de atividade física após um programa de treinamento físico associado à educação em saúde no solo e água em crianças asmáticas. Materiais e Métodos: Estudo longitudinal que incluiu 23 crianças asmáticas que participaram de um ensaio clínico randomizado no ano de 2019. As crianças foram reavaliadas um ano após o término da intervenção utilizando os seguintes testes e questionários: espirometria, pico de fluxo expiratório, cirtometria, teste de sentar e alcançar, manovacuometria, teste de uma repetição máxima, qualidade de vida pelo Pediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ), Escala para Distúrbios do Sono em Crianças (SDSC) e Escala de Sonolência de Epworth (EES), o nível de conhecimento em asma pelo Newcastle Asthma Knowledge Questionnairei (NAKQ), controle de asma pelo Childhood Asthma Control Test (c-ACT) e o nível de atividade física pelo Physical Activity Questionnaire for Children (PAQ-c). Resultados: No follow-up houve melhora, em ambos os grupos, na função pulmonar para CVF, VEF1, FEF25-75%; na mobilidade torácica e na força muscular periférica para tríceps (P<0,05 para todas). No grupo água (GA) houve melhora na força muscular inspiratória e no conhecimento da doença, já o pico de fluxo expiratório (PFE), a força muscular de quadríceps e o nível de atividade física diminuíram (P<0,05 para todas). No grupo solo (GS) houve melhora do PFE na espirometria (P=0,026). Houve manutenção dos resultados do treinamento físico após um ano na flexibilidade, quanto aos distúrbios do sono, o controle da asma e a qualidade de vida (P>0,05 para todas). A capacidade de exercício piorou nos dois grupos após um ano sem atividade física (P<0,05). Conclusão: Após um ano de follow-up os resultados apresentados ao término de um programa de fisioterapia associando treinamento físico e educação em saúde no solo e água em crianças asmáticas são mantidos e até melhorados em praticamente todos os desfechos. Por outro lado, a porcentagem predita do PFE, o nível de atividade física, a força muscular de quadríceps e a capacidade de exercício apresentaram piora, o que pode estar relacionado à influência de fatores externos. Portanto, mais estudos a respeito do seguimento de intervenções em crianças asmáticas são necessários a fim de fortalecer a importância do acompanhamento pós-intervenção fisioterapêutica para verificar a manutenção dos resultados. |