Respostas ionoregulatórias do tambaqui, colossoma macropomum, ao petróleo e sua dispersão química

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Duarte, Rafael Mendonça
Orientador(a): Val, Adalberto Luís
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Programa de Pós-Graduação: Biologia de Água Doce e Pesca Interior - BADPI
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11280
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4765431Z9
Resumo: O objetivo central deste trabalho foi de avaliar o impacto do petróleo e da dispersão química do petróleo sobre aspectos relacionados a regulação iônica em juvenis de tambaqui, Colossoma macropomum. A exploração de petróleo na bacia sedimentar do Rio Solimões tem aumentado o risco de contaminação dos corpos d água da Amazônia. Dispersantes são substâncias químicas empregadas na redução do impacto causado pela liberação de petróleo nos corpos d água, no entanto, a sua utilização não tem sido totalmente recomendada por aumentar a toxicidade do óleo aos organismos aquáticos. Os resultados indicam que os hidrocarbonetos dispersos quimicamente são capazes de atuar no nível branquial, alterando a sua permeabilidade e modificando os mecanismos de transporte de íons através da membrana no tambaqui, levando a perdas líquidas (Jnet) de Na+, K+, e Cl-, particularmente durante as primeiras horas de exposição. O transporte transcelular (Jin) e paracelular (Jout) de Na+ sofreu alterações após a exposição à dispersão química do óleo cru (OC+DIS), com perdas difusivas significativas (p<0,05) nas duas concentrações de dispersante Corexit 9500® testadas. O influxo de Na+ apresentou respostas distintas a dispersão química do petróleo, apresentando estímulo nas taxas de absorção de Na+ na maior concentração de dispersante (1:1000), enquanto na concentração mais diluída (1:1200) o influxo de Na+ foi inibido. No entanto, o tambaqui apresenta a capacidade de reduzir a permeabilidade da membrana branquial aos íons, reduzindo as perdas líquidas (Jnet) de Na+, K+, e Cl- após 24 horas de exposição, exceto na maior concentração de dispersante (1:1000) onde as perdas de K+ permaneceram elevadas (p<0,05) durante todo período experimental. A concentração dos principais íons plasmáticos (Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Cl-), de parâmetros respiratórios, como o hematócrito e a concentração de hemoglobina, e de estresse, como a concentração de glicose sangüínea, responderam modestamente a dispersão química do petróleo, com redução da concentração de hemoglobina e dos íons Na+, Ca2+, e Cl- no plasma, e aumento do hematócrito e do K+ plasmático, enquanto a concentração de glicose variou ao longo do período experimental.