Percepções sobre as mudanças climáticas na Amazônia em comunidades Ticuna das terras indígenas Éware i e Éware II, Alto Solimões-AM

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Lago, Maiana Costa do
Orientador(a): Rebêlo, George Henrique
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
Programa de Pós-Graduação: Agricultura no Trópico Úmido - ATU
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/5359
http://lattes.cnpq.br/2115643935701786
Resumo: As mudanças climáticas globais vêm afetando também as florestas úmidas da Amazônia, esses novos cenários são desafiadores para as populações humanas que dependem dos recursos da floresta. Foi a necessidade de compreender como os eventos extremos climáticos de cheia e seca e suas ligações com as mudanças climáticas afetam o bem-estar das populações indígenas que originou este estudo, que tem seu foco nos eventos extremos climáticos na região do Alto Solimões, nos processos de mudança e nas adaptações nas comunidades indígenas. No primeiro capítulo, foi usada uma combinação de dados de acesso aberto sobre o nível do rio e precipitação, com notícias e artigos publicados sobre os eventos extremos climáticos (EEC) na região, para descrever o alcance da informação sobre a as cheias e secas extremas nas comunidades que se mudaram da várzea para a terra firme. No segundo capítulo, foi realizada uma análise dos relatos, obtidos por meio de metodologias participativas, sobre como foi o processo de decisão pela mudança da localidade das comunidades e quais as suas consequências. As cheias extremas foram os EEC mais frequentes e podem ter causado a migração. No Alto Solimões a cheia de 2015 foi a maior de todas, causando prejuízo nas estruturas das casas, falta de alimentos e perda na produção agrícola. As alterações no comportamento do rio como as cheias e secas extremas já estão causando impactos socioambientais, fazendo com que comunidades da várzea se mudem para outros lugares. Os depoimentos dos indígenas confirmaram que a causa das migrações foi às grandes enchentes, afetando a pesca e a agricultura.