Efeitos toxicológicos do dimetilarsênio e influência da coexposição ao nanodióxido de titânio no poliqueto estuarino Laeonereis acuta (Annelida, Polychaeta)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Muller, Larissa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.furg.br/handle/1/8181
Resumo: Quando os organismos marinhos são expostos ao arsênio (As), eles retém, acumulam e biotransformam este metaloide para formas menos tóxicas. Este processo de metabolização já se mostrou ser afetado pela coexposião à nanomateriais como o nanodióxido de titânio (nTiO2), favorecendo o acúmulo de formas moderadamente tóxicas de As como o dimetilarsênio (DMA). O nTiO2 vem sendo utilizado para biorremediação de corpos de água contaminados por As, mas os efeitos da sua interação com este em organismos aquáticos não foram ainda devidamente estudados. Embora alguns organismos aquáticos tenham a tendência de acumular altos níveis de DMA, pouco se sabe sobre a toxicidade deste composto em organismos aquáticos. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos tóxicos do DMA bem como sua acumulação e metabolização no poliqueto estuarino Laeonereis acuta e se a interação com o nTiO2 pode afetar sua toxicidade. A metodologia desenvolvida avaliou a acumulação e especiação de compostos arsênicos, bem como atividade da glutationa-S- transferase, níves de glutationa reduzida, concentração de espécies reativas de oxigênio (ERO) e medidas de danos a macromoléculas, como peroxidação lipídica e dano de DNA. Os organismos foram expostos durante 48 h ao DMA (50 ou 500 µg/L) sozinho ou em combinação com o nTiO2 (1 mg/L). Os resultados mostraram que a exposição ao DMA (50 µg/L) aumentou os níveis de ERO e de As (500 µg/L) enquanto que a co-exposição ao nTiO2 nas mesmas concentrações de DMA mostrou reverter este aumento em ambos grupos. Por sua vez, o nTiO2 mostrou induzir peroxidação lipídica (sozinho ou em combinação com o DMA). Entretanto, DMA sozinho ou em co-exposição ao nTiO2 mostrou efeito genotóxico em Laeonereis acuta, mostrando que a seus efeitos tóxicos precisam ser estudados com mais atenção.