Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Oliveira, Lillian de Almeida Eufrázia |
Orientador(a): |
Sentelhas, Paulo Cesar |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Link de acesso: |
http://hdl.handle.net/10438/29009
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Resumo: |
O presente trabalho teve como principal objetivo avaliar o risco climático da cultura da soja frente às mudanças climáticas, determinando os níveis de risco e, baseados nesses, analisar os impactos causados nos valores dos prêmios do seguro agrícola para diferentes regiões brasileiros, por meio de estudos de casos. Em particular, estimou-se a variação do valor do prêmio que o produtor de soja estaria disposto a pagar, tendo como fundamento a teoria microeconômica da incerteza. Na análise do risco climático, as ocorrências de déficit ou excesso hídrico foram estimadas por meio do cálculo dos balanços hídricos da cultura para 15 localidades, nos principais estados produtores de soja do Brasil que, por possuírem condições edafoclimáticas variadas, proporcionaram uma análise mais abrangente para diferentes épocas de semeadura (3), tipos de solos (3) e cenários climáticos (1980-2018, 2020-2059 e 2060-2099), sendo que as condições futuras obtidas por meio do modelo climático Eta-HadGEM2-ES. Os resultados mostraram que mesmo para o cenário atual (1980-2018) e considerando-se as datas de semeadura recomendadas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC/MAPA), há condições de risco para a cultura da soja, especialmente nas regiões de Formosa do Rio Preto, BA, e Tupanciretã, RS, causadas pela ocorrência de déficit hídrico durante a fase reprodutiva da soja. Para todas as regiões, os níveis de risco climático irão se elevar nos cenários de clima futuro, sendo o pior desses cenários o de longo prazo (2060-2099), tornando praticamente todas as regiões analisadas de alto risco, o que evidencia a importância da atualização recorrente da metodologia utilizada pelo ZARC em suas indicações aos produtores agrícolas. Com relação às implicações das mudanças climáticas na taxa de prêmio do seguro agrícola voltado à cultura da soja, foi constatado que, em grande parte dos casos, o aumento da taxa de prêmio será inevitável dado que nestes locais os níveis de risco climático irão aumentar substancialmente, elevando as taxas de prêmio em quase 100% nestes casos. |