Public Choice: um estudo para o caso brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: MONTEMURRO, Rafael Lasheras
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado
Centro Universitário Álvares Penteado
Brasil
FECAP
PPG1
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.fecap.br:8080/handle/123456789/889
Resumo: Nas democracias modernas, o líder do executivo é também o maior gestor de recursos do país. Mesmo tendo algumas amarras legislativas pairando sob boa parte dos recursos à disposição, o presidente possui poder de decisão sobre um montante muito grande de recursos e no modo como eles serão gastos e principalmente distribuídos dentro do país. De acordo com a teoria econômica clássica, a forma como ele distribui estes recursos entre as regiões deveria seguir uma linha racional, buscando sempre maximizar o bem estar da sociedade. Porém, isso nem sempre acontece, já que os pesquisadores da teoria da escolha pública (Public Choice) defendem que o gestor dos recursos utiliza os repasses como instrumento político, a fim de maximizar suas chances de reeleição, seguindo um racional que busca angariar o maior número de votos possível para si próprio e para membros de seu partido nas eleições subsequentes. Este trabalho pretende testar se de fato o componente político é importante para a definição das transferências, analisando os repasses feitos da União para os estados no Brasil no período de 1999 a 2017. São testados fatores como o partido ou coalizão dos governadores e deputados federais do estado em relação ao partido do presidente, e se o estado possui maioria eleitoral favorável ao presidente. A metodologia consiste em um modelo de dados em painel de efeitos aleatórios, e os resultados mostram evidências de que o componente político pode ser relevante na definição das transferências, sobretudo se o Governador for do mesmo partido do Presidente da República.