Da costura ao filé: a produção de singularizações no cotidiano dos trabalhadores em saúde

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Costa, Maria Amelia
Orientador(a): Abrahão, Ana Lúcia, Merhy, Emerson Elias, Land, Marcelo Gerardin Poirot
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/33270
Resumo: Esta pesquisa investiga a produção do cuidado na dinâmica cotidiana do processo de trabalho do arquivo médico hospitalar. Geralmente, estudos referidos a este setor estão restritos à análise documental (prontuários, exames e laudos médicos, entre outros). Suas atividades alcançam pouca expressividade para além das teorias da administração científica, dificultando a percepção de que nestas possa ocorrer produção do cuidado. Este estudo propõe analisar o processo de trabalho dos integrantes do arquivo médico em dois estabelecimentos hospitalares a partir da dinâmica da micropolítica do processo de trabalho em saúde articulada à análise institucional. Tal articulação possibilitou que a pesquisa aprofundasse algumas questões do cotidiano desses arquivos, identificando analisadores (documento perdido e processo de trabalho) capazes de revelar estratégias elaboradas por seus trabalhadores e disputas que ocorrem em seu dia a dia. Desta forma, foi possível reconhecer que estes trabalhadores detinham saberes importantes sobre a dinâmica do processo de trabalho em saúde. Como responsáveis pela guarda documental do acervo, estabelecem estratégias próprias para a sua manutenção e preservação. Sua prática diária contribui diretamente com a perspectiva cuidadora desses estabelecimentos. Assim, constroem seus próprios territórios invisíveis em seu cotidiano com/entre Instituições, promovendo a (des)territorialização de algumas certezas e verdades consagradas no campo da saúde. Atuando e participando como qualquer outra Instituição (medicina, enfermagem, gestão...) nos estabelecimentos hospitalares, produzem outras formas possíveis do cuidado em saúde que repercutem na produção da vida.